Villette (Charlotte Brontë)

10612822_561523597308574_6778739539512666116_n

Autor: Charlotte Brontë
Tradutores: Fernanda Martins e Anaximandro Amorin
Ilustrações: Luiz Carlos C. Pereira
Editora: Pedrazul
Páginas:593

divider

“A ausência do sofrimento era a maior aproximação de felicidade que eu esperava conhecer.”

Com certeza o que todos querem saber primeiro (pelo menos assim penso eu) é se Villette é melhor que Jane Eyre. Eu tenho uma relação muito especial com Jane Eyre, desde o momento em que o livro chegou em minhas mãos, eu senti que ia gostar da leitura. Belo engano, pois eu não só gostei de Jane Eyre, como também amei e ele se tornou um dos meus livros favoritos, ganhando um lugar muito especial no meu coração.

Então é difícil para eu dizer que qualquer livro seja melhor que Jane Eyre, no entanto, Villette consegue ser magnífico também. Essa obra trata-se de uma autobiografia, onde Charlotte coloca todas as suas experiências vividas em Bruxelas na personagem Lucy Snowe. Ela também coloca a figura de Mr. Heger em Monsieur Paul, que carrega todas as suas características, sendo um personagem irascível, grosseiro, exigente que, entretanto, também consegue ser gentil e surpreendente.

Lucy Snowe fica por muito tempo trabalhando como professora em um colégio em Villette e lá ela é obrigada a suportar muitas situações incomodas que, Madame Beck, a diretora, a faz passar. É obrigada também a lidar com grandes tristezas e desafios, que, no entanto, só a fazem ficar mais forte.

A trama não gira apenas em torno de Lucy Snowe, mas envolve uma mocinha encantadora, linda e doce, chamada Polly, uma das primeiras personagens do livro que no começo não chega a ser tão amável, porém é tudo isso em sua fase adulta. Envolve também um gentil, afável e charmoso médico, John Graham, por quem Lucy desenvolve uma paixão passageira, já que seu coração pertence, de fato, a Monsieur Paul.

Se cada um tem um modo de enxergar as coisas, na minha visão a Lucy, apesar das adversidades, é mais humorada e mais respondona que a nossa Jane. Ela é simples, mas não é uma mulher fraca. Lucy Snowe, essa moça tímida que, presa em um sótão assombrado, tem mais medo de baratas e ratos do que de um fantasma, conquistou meu coração.

O livro em si não chega a ser muito romântico, explora sim o romance, mas não da forma como ele é explorado em Jane Eyre. Você sofre com a Lucy, você sente suas paixões, seus terrores, suas angustias, saudades, amores, você é Lucy, porque a Charlotte consegue fazer você se sentir dentro da história, ela explora os pontos mais verdadeiros, e é impossível você não conseguir absorver todos os seus sentimentos.

A minha rainha da literatura não me decepcionou. Villette é um livro delicioso, que você deve mastigar com calma e sutileza, para poder sentir a poesia das palavras em seu paladar e assim sentir o gosto esplêndido de sua genialidade.

Resenha de Naiara Aimeé

divider

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.