Os Ingleses|Promoção ganhe um livro

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Lords e hooligans; gentlemen e gente do povo; chá da tarde formal e pubs nem tanto; família real e tabloides escandalosos; táxis e ônibus de dois andares trafegando pela esquerda… Esses ícones nos parecem muito familiares, assim como o futebol, que nos foi apresentado pelos ingleses. Mas será que conhecemos tão bem os habitantes da “terra da rainha”?
A dupla de historiadores Peter Burke e Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke (ele inglês, ela brasileira) nos apresenta novas faces desse povo fascinante. Para além da fama do Big Ben, os ingleses legaram para a humanidade a Magna Carta – documento de 1215 que estabeleceu as bases da democracia moderna – e transformaram o mundo com sua Revolução Industrial – embora Londres tenha 8 milhões de árvores, o que faz dela a maior “floresta urbana” do planeta; isto em um país em que a jardinagem é uma obsessão nacional.
Enfim, um país único, com fortes tradições, mas também aberto ao novo – inclusive à imigração. Os ingleses, com suas virtudes e defeitos, sua história e suas manias estão aqui de corpo inteiro. Uma leitura imperdível.

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Quem são os ingleses? Como são? Tolerantes ou preconceituosos, gentis ou agressivos, silenciosos ou falantes? Como eles se imaginam e como os outros os veem?

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CARÁTER NACIONAL? Costuma-se dizer que é o estudo do “caráter nacional” que pode responder a essas questões. Muitas pessoas, de dentro e de fora da Inglaterra, acreditam na existência de um “caráter nacional”, por analogia ao caráter individual. Em 1951, por exemplo, o Festival of Britain (Festival da Grã-Bretanha), organizado pelo governo como parte O escritor George Orwell, mais conhecido pelo seu romance pessimista sobre o futuro, 1984, descreveu o que chamou de “civilização inglesa” em termos de “cafés da manhã substanciosos e domingos sombrios, de cidades enfumaçadas e de ruas sinuosas, de grandes campos verdes e esguias caixas de correio vermelhas”, não esquecendo “uma deliciosa xícara de chá” e o pub, que descreveu como “uma das instituições básicas da vida inglesa”. Quanto aos ingleses, Orwell imaginou que um visitante estrangeiro iria rapidamente notar sua “insensibilidade artística, gentileza, respeito pela legalidade, suspeita em relação a estrangeiros, sentimentalismo em relação a animais, hipocrisia, distinções de classe exageradas e obsessão por esporte”. O poeta e crítico T. S. Eliot, um norte-americano que se tornou cidadão britânico (e alguns diriam, mais inglês do que os próprios ingleses), descreveu a cultura inglesa por meio de outra miscelânea de itens: Derby Day (uma corrida de cavalos), Regatta Henley (tradicional competição de remo entre Cambridge e Oxford), Cowes (uma corrida de iates), uma final de Campeonato de Futebol, queijo Wensleysdale, beterraba no vinagre, igrejas góticas do século XIX e música de Elgar (compositor de um famoso hino nacional não oficial). Outro poeta e crítico inglês, John Betjeman, incluiu em sua lista – feita durante a Segunda Guerra Mundial – instituições e experiências que considerou tipicamente inglesas, como a Igreja Anglicana, os Women’s Institutes (clubes femininos apartidários devotados a atividades voluntárias e de ensino), os bed & breakfasts1 de vilarejos, as estações de trem rurais e “o som do cortador de grama nas tardes do sábado”. Um pouco mais tarde, em 1956, o historiador de arte alemão, Nikolaus Pevsner, que fez da Inglaterra o seu país adotivo (e que reaparecerá muitas vezes neste livro), descreveu a “inglesidade” em termos de “understatement, aversão a estardalhaços, desconfiança da retórica […], independência pessoal, liberdade de expressão, sábias conciliações, […] uma fé eminentemente civilizada na honestidade e no jogo justo, capacidade de enfrentar uma fila com a maior paciência, […] e o conservadorismo aberto e convicto, visível no uso das perucas nos tribunais e das becas nas escolas e universidades” (nos anos 1950, os professores das escolas secundárias ainda usavam becas nas aulas). Understatement, essa peculiar maneira inglesa de falar de forma moderada, que se caracteriza pela atenuação, abolindo qualquer manifestação de drama ou excitação, é um traço de “inglesidade” frequentemente listado. Exemplos significativos são as tão usadas expressões “not bad” e “not bad at all” – que, diferentemente do que dizem de modo literal, em geral significam “ótimo” e “magnífico” na linguagem comedida inglesa. A “sábia conciliação” apontada por Pevsner é uma característica louvada também por outros observadores estrangeiros, que são seduzidos por um país que, avesso a extremos e inclinado a equilibrar antagonismos de todo tipo, teria inventado a “tradição de conciliação” e as “revoluções brancas”, sem sangue. Como historiador da arquitetura, Pevsner também chamou a atenção para “janelas que nunca fecham direito e aquecimentos que jamais aquecem” (felizmente, essas não são mais marcas características da “inglesidade”).

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INGLÊS OU BRITÂNICO?

A grande questão a ser discutida mais longamente no próximo capítulo é esta: “inglês ou britânico?”. Para os ingleses, que assumem seu domínio como um dado, os dois termos são praticamente sinônimos. Para a fúria dos escoceses e dos galeses, eles frequentemente dizem, desafiando ou desconsiderando os dados geográficos, que “a Inglaterra é uma ilha”, como se toda a ilha fosse ocupada pela Inglaterra e não fosse compartilhada por três países. “O que é britanicidade?”, perguntou Gwynfor Evans, o antigo presidente do Plaid Cymru (o Partido Nacional galês). Sua resposta amargurada foi a seguinte: “se alguém pergunta qual é a diferença entre a cultura inglesa e a britânica, logo percebe que não há diferença. Elas são iguais. A língua britânica é a língua inglesa. A educação britânica é a educação inglesa. A televisão britânica é a televisão inglesa. A imprensa britânica é a imprensa inglesa. A Coroa britânica é a Coroa inglesa e a rainha da Grã-Bretanha é a rainha da Inglaterra”.

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Mais, muito mais nos próximos capítulos do livro.

Você que ama a Inglaterra pela beleza natural do país, além dos ícones típicos que nos fazem colecionar miniaturas de ônibus, de cabines de telefone, de guardas, do Big Ben, e a bandeira, a Union Jack, nos objetos de decoração, não perca a chance de concorrer a esse livro. Preencha o formulário e responda a pergunta. Se você é apaixonado(a) pela Inglaterra e seus costumes deve ter muitos motivos, cite um deles e seja criativo. A melhor resposta ganha o livro. Aguarde o resultado no dia 20 de março.

FORMULÁRIO.

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O texto acima pertence ao primeiro capítulo do livro “Os Ingleses”, da Editora Contexto.

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.

  • Raquel

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  • O livro parece interessantíssimo! Acho que passei boa parte da minha vida envolvida na curiosidade pela “inglesidade”.
    E adorei o formato da promoção! Vou participar, claro.

    • Eu estou lendo e descobrindo coisas incríveis sobre o povo mais carismático do mundo. 🙂

    • Ah, ganhei!!!
      Obrigada Escritoras Inglesas e Editora Contexto! Tenho certeza que vou amar.