Orgulho e Preconceito (Jane Austen)

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Solange Peretti

 

“É verdade universalmente conhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa”.

Estas são as primeiras palavras de Orgulho e Preconceito, mais um livro de Jane Austen. Elizabeth Bennet, a heroína deste livro vive com seus pais e irmãs na propriedade da família – Longbourn.

Um alvoroço é causado pela chegada do rico e solteiro Sr. Bingley para morar em Netherfield, propriedade próxima a Longbourn. A mãe de Elizabeth tinha um preocupação especial: casar (e muito bem) suas cinco filhas, já que na época, mulheres não recebiam herança e a propriedade de Longbourn, passaria a ser do Sr. Collins, primo do Sr. Bennet após a morte do mesmo. Assim, se suas filhas não casassem, ficariam à mercê da própria sorte, e é claro, sem casa para morar.

Como era de costume, o Sr. Bennet visitou o recém chegado vizinho. Sua esposa e suas filhas o bombardearam de perguntas sobre o jovem Sr. Bingley mas não obtiveram sucesso. Em poucos dias o Sr. Bingley retribuiu a visita, mas as jovens não foram apresentadas. Pelo menos o viram pela janela pela primeira vez.

Aproximava-se o dia do baile e então finalmente seriam apresentadas a ele, a suas irmãs e ao seu amigo – Sr. Darcy.

“O Sr. Bingley era bonito e tinha ares de cavalheiro, seu rosto era agradável e suas maneiras descontraídas e sem afetação.” “…logo travou relações com as principais pessoas do salão; era cheio de vida e extrovertido, dançou todas as danças, aborreceu-se ao ver o baile terminar tão cedo e falou em dar uma festa em Netherfield”.

“O Sr. Darcy, logo chamou atenção do salão pela figura alta e elegante, belos traços, ar de nobre e pelo rumor, que circulou por toda parte cinco minutos após sua entrada, de que sua renda chegava a dez mil por ano.” – o que era uma renda das mais satisfatórias na época. “…foi observado com muita admiração até a metade da noite, quando suas maneiras provocaram uma decepção que mudou o curso de sua popularidade, pois se descobriu que era orgulhoso, considerava-se superior aos demais e era incapaz de se sentir bem naquele ambiente.”

Maneiras estas descobertas após o Sr. Bingley insistir para que ele dançasse ao invés de ficar em pé só olhando e, ao responder a Bingley…

“Com certeza não dançarei. Sabe o quanto detesto dançar, a não ser que conheça bem o meu par. Numa festa como esta seria insuportável… não há qualquer outra mulher neste salão cuja companhia não fosse para mim um castigo”.

Elizabeth, estava atrás dele e ouvia atentamente a tudo o que foi dito. O Sr. Bingley, tentava convencê-lo de que nunca vira tantas moças belas e que a irmã de seu par estava atrás dele – e sem par para dançar. Queria que a Srta. Jane Bennet, seu par, a apresentasse a Darcy, mas ele por sua vez…

“De quem está falando? – e dando meia volta olhou por um instante para Elizabeth, até que, atraindo-lhe o olhar, desviou o seu e disse com frieza: – Ela é aceitável, mas não é bonita o bastante para me tentar, não estou com disposição para dar atenção a mocinhas deixadas de lado pelos outros homens.”

O baile terminou e encheu a Sra. Bennet de esperança de que uma de suas filhas – Jane, pudesse ter encontrado seu futuro marido – Bingley – já que ela dançou duas danças com ele. Por outro lado, não ficou nem um pouquinho satisfeita em saber que sua Elizabeth não era bonita o suficiente para o Sr. Darcy, o que provocou sua ira.

Darcy, “mal havia declarado, a si mesmo e aos amigos, não haver um só traço de beleza no rosto da moça, começou a achar que a bela expressão dos olhos escuros dava a ela um ar de excepcional inteligência. A essa descoberta sucederam-se algumas outras igualmente embaraçosas. Embora houvesse detectado, com olhar crítico, mais de uma falha na perfeita silhueta graciosa e agradável e, a despeito de ter declarado que suas maneiras não eram as de uma pessoa refinada, sentia-se atraído pela jovialidade de Elizabeth. De tudo isso, ela não fazia ideia.”

Dias após o baile, na casa do Sr. Willian Lucas, Elizabeth teve sua revanche quando este insistia pata que Darcy dançasse com a moça. Ela recusou e este ficou pensativo. A Srta. Bingley aproximando-se de Darcy, queria saber o que ocupava seus pensamentos e ele prontamente respondeu: a Srta. Elizabeth Bennet – para o espanto da outra que queria saber mais, quando deveria felicitá-lo pelo casamento e Darcy apressadamente respondeu:

“A imaginação de uma mulher é muito rápida; ela pula da admiração ao amor e do amor ao matrimônio, num só instante.”

A relação entre as irmãs Bennet mais velhas – Jane e Elizabeth – e os Bingley se estreitaram quando Jane foi convidada pelas irmãs Bingley para ir a Netherfield. Após sua ida a cavalo e a consequente chuva tomada no caminho, Jane adoecera e Elizabeth foi para lá cuidar da irmã que passou muitos dias hospedada em Netherfield. A Sra. Bennet por sua vez, não perdia uma oportunidade de exaltar as qualidades de sua filha para o Sr. Bingley.

A convivência de Elizabeth em Netherfield fez com que Darcy se interessasse por ela cada vez mais…

“…nunca estivera tão enfeitiçado por mulher alguma como estava por ela. Ele realmente acreditava que, não fosse a inferioridade dos parentes da moça, estaria correndo perigo.”

O Sr. Collins, herdeiro das terras do Sr. Bennet era um rapaz de 25 anos alto e robusto. Seu ar era grave e imponente e de maneiras muito formais. Não era sensato e nem agradável, sua companhia era maçante. Recebeu de Lady Catherine de Bourgh o presbiterado de Hunsford Não conhecia a família Bennet e certo dia, resolveu se convidar para ir a Longbourn conhecer sua futura propriedade. Possuindo uma boa casa e renda como presbítero, sua ida a Longbourn tinha outro objetivo. Por recomendação de Lady Catherine ele deveria se casar, para dar o exemplo do matrimônio aos fiéis de Hunsford. Então teve a ideia de escolher uma entre as irmãs Bennet para casar com ele, assim, as mulheres Bennet não ficariam desamparadas caso o Sr. Bennet viesse a falecer. Não causou boa impressão nas moças e principalmente na Sra. Bennet que o tinha por “homem odioso” pois achava “a pior coisa do mundo ter seus bens tomados de suas próprias filhas”, até o dia que soube as verdadeiras intenções do Sr. Collins. A partir de então, ele subiu no conceito da Sra. Bennet a ponto de oferecer Elizabeth como provável futura esposa já que Jane, estava certa, de que se casaria logo com o Sr. Bingley. Elizabeth, é claro, prontamente o recusou, o que deixou sua mãe furiosa. A Sra. Bennet recorreu ao senhor Bennet para que obrigasse Lizzy (Elizabeth) a se casar com o Sr. Collins ao que ele muito piedoso e compadecido para com Elizabeth, anunciou:

Uma triste alternativa está a sua frente, Elizabeth. Deste dia em diante será uma estranha para um de seus pais (ameaça da Sra. Bennet). Sua mãe nunca mais a verá se não se casar com o Sr. Collins e eu nunca mais a verei caso se case.”

E ela explodiu em alegria.

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Solange Peretti

O Sr. Bennet “cativado pela juventude, pela beleza e por aquela aparência de bom humor… casara-se com uma mulher cuja pouca inteligência e espírito intolerante em pouco tempo destruíra todo o afeto que sentira por ela. Respeito, estima e confiança desapareceram para sempre, e toda esperança de felicidade doméstica foi abandonada…. Não tinha propensão para buscar conforto para o seu desapontamento causado por sua própria imprudência em nenhum daqueles prazeres que tantas vezes consolam os desafortunados por sua loucura ou devassidão. Ele gostava do campo e de livros; e dessas preferencias brotaram suas maiores alegrias.”

O regimento de …shire instalara-se recentemente em Meryton, o que despertou uma curiosidade intensa nas moças para conhecer oficiais, principalmente nas irmãs mais novas, Lydia e Kitty, estas eram “ambas ignorantes, preguiçosas e fúteis. Enquanto houvesse um oficial em Meryton, flertariam com ele…” Certo dia, em um passeio a Meryton, Lydia e suas irmãs, exceto Mary que não foi, foram apresentadas ao oficial Sr. George Wickham pelo oficial Sr. Denny.

“Sua aparência era muito favorável; ele (Wickham) possuía o que melhor existe em beleza, um bom porte, um belo rosto e maneiras muito agradáveis.”

Despertou a atenção de Elizabeth que percebeu algo estranho no ar quando o Sr. Darcy não gostou de vê-lo em Meryton. Em um jantar na casa do seu tio Sr. Phillips com suas irmãs, oficiais e o Sr. Collins, Elizabeth teve a disponibilidade de desvendar parte do mistério que rondava Wickham e o Sr. Darcy. Wickham relatou a ela de modo vago e sutil que ele era uma vítima do orgulho de Darcy. Conheciam-se desde a infância em Pemberley (propriedade da família Darcy). Ela poderia acreditar estar “caidinha” por Wickham. Mal Elizabeth sabia que por traz da história triste de vida de Wickham havia muita sujeira do mesmo. Mas um dia Elizabeth descobriria a verdade. Por hora, ela acreditara que ele era vítima e o Sr. Darcy um vilão.

Chegou então, o tão esperado dia do baile prometido por Bingley em Netherfield. Desta vez, Darcy tão logo se aproximou de Elizabeth e pediu que aceitasse ser seu par e totalmente desprevenida e sem pensar, aceitou. Conversaram pouco, e de modo maroto Elizabeth retrucou:

…” sempre percebi grande afinidade em nosso modo de pensar. Somos os dois de natureza antissocial e taciturna e não gostamos de falar, a não ser que esperemos dizer algo que surpreenderá todo o salão e ficará para a posteridade com todo o brilho de um provérbio”.

No mesmo baile, de tanto a Sra. Bennet se expor e expor sua família, Elizabeth ficou muito envergonhada, felizmente o Sr. Bingley só tinha olhos para Jane. Elizabeth se incomodou muito com o desdém de Darcy e os risinhos insolentes da Srta. Bingley e sua irmã por causa da Sra. Bennet.

A Srta. Charlotte Lucas, vizinha e muito amiga de Elizabeth, aproveitou que ela recusou se casar com o Sr. Collins e deu toda sua atenção a ele no período que seguiu a recusa de Elizabeth. Como ele estava desesperado para casar, pediu a mão de Charlotte, ao que prontamente ela aceitou, para o espanto de Elizabeth. Charlotte justificou que o casamento:

“…era a única solução para moças bem-educadas de pouca fortuna e, embora incerta garantia de felicidade era o mais atraente arrimo contra a necessidade”. (Falta de dinheiro)

Aceitando casar-se com o Sr. Collins, Charlotte Lucas seria a senhora de Longbourn, o que despertou, mais uma vez, a fúria da Sra. Bennet que antes a tinha como melhor amiga de Elizabeth e agora, não era mais do que sua rival.

Após alguns dias, Jane recebeu um recado da Srta. Bingley informando-a sua súbita partida definitiva e do grupo que a acompanhava em Netherfield (sua irmã, Sr. Darcy e Sr. Bingley), para Londres. Essa informação a chocou profundamente, já imaginava que Bingley fosse logo pedi-la em casamento.

“Com muita frequência somos enganadas apenas por nossa própria vaidade. As mulheres idealizam a admiração mais do que deveriam.”

Logo a desconfiança de Elizabeth em relação a influência em que Darcy e a Srta. Bingley exerciam sobre o Sr. Bingley floresceu. Imaginou que estes não aprovavam o relacionamento de Bingley com Jane, por causa da falta de decoro da família dela no baile de Netherfield, mais propriamente, as espalhafatosas e indiscretas Sra. Bennet e suas filhas menores Lydia, Kitty e Mary.

A Sra. Gardiner, tia de Elizabeth, tendo ciência da provável “quedinha” de Elizabeth por Wickham, tratou de aconselhá-la:

“Você é uma menina sensata demais, Lizzy, para se apaixonar apenas porque foi avisada contra isso, portanto não tenho medo de falar sem rodeios. Sinceramente você deveria se precaver. Não se deixe envolver, nem tente envolvê-lo numa relação que a falta de dinheiro tornaria por demais imprudente. Nada tenho a dizer contra ele; é um rapaz muito interessante e, se tivesse a fortuna que merece, eu não acharia que você poderia escolher melhor. Mas diante dos fatos, você não pode se deixar dominar por fantasias.”

Charlotte depois de casada, recebeu a visita de Elizabeth para ficar certo tempo com ela em Hunsford. Lady Catherine, proprietária das terras de Rosings e benfeitora do Sr. Collins, exigia que jantasse em sua propriedade duas vezes por semana. Mr. Darcy era sobrinho dela e foi visitá-la. Ficou surpreso por encontrar Elizabeth por lá. Ele foi com seu primo, o coronel Fitzwilliam. Pelo seu jeito animado foi logo admirado e conversava com Elizabeth com muito humor, o que chamou atenção de Darcy. A partir de então, o coronel Fitzwilliam ia até a casa paroquial com certa frequência e Darcy ia também. Esse fato intrigou Elizabeth, ela se dava muito bem com o coronel, mas ela queria saber por que Darcy, que ela não se dava tão bem insistia em aparecer. Até em seus passeios pelo parque, encontrava Darcy. Ela deixou bem claro que era seu passeio favorito para ver se ele mudaria de trajeto mas, todas as vezes fazia questão de encontrá-la. A esta altura, Elizabeth poderia considerar uma “quedinha” pelo coronel mas este, apesar de gostar da companhia de Elizabeth, deixou claro que sendo o filho mais moço de um conde, não poderia se dar ao luxo de se casar com quem bem entendesse.

Elizabeth, certo dia, encontrava-se sozinha na casa paroquial, tendo recusado a ir a Rosings com seus amigos. O Sr. Darcy foi até lá para vê-la e finalmente dizer:

“Tenho lutado em vão. Não adianta. Meus sentimentos não serão reprimidos. Precisa permitir dizer-lhe com que intensidade eu adiro e a amo.”

Elizabeth perplexa, ouvia às suas declarações de afeto. Não esperava isso dele. Mas diante de tudo o que aconteceu, falou toda a sua contrariedade ao Sr. Darcy. O fato de ter separado Jane de Bingley e a privação em que expôs a Wickham, seriam suas justificativas para sua recusa.

Elizabeth saiu da casa paroquial no dia seguinte para sua caminhada costumeira e a certa altura viu o Sr. Darcy segui-la para entregar-lhe uma carta. Esta carta continha toda a explicação para os fatos apresentados por Elizabeth em sua recusa. Esta ficou mortificada ao saber toda a verdade por escrito. Sentiu-se injusta e envergonhada por sua atitude e passou a ver Darcy com outros olhos.

“O coronel Fitzwilliam não mais a interessava; só pensava na carta.”

O regimento de …shire iria se retirar para Brighton, o que causou imenso pesar em Lydia, Kitty e a Sra. Bennet (esta tinha esperança de que alguma casasse com algum oficial). A Sra. Foster, esposa do coronel do regimento e muita amiga de Lydia, a convidou para ir a Brighton passar algum tempo. Esta aceitou prontamente ocasionando a inveja de Kitty.

Lizzy, convidada por seus tios Gardiner para uma viagem para Derbyshire, aceitou. Sua tia insistiu para visitarem a propriedade de Pemberley, tudo o que Elizabeth não queria, por temer encontrar o Sr. Darcy e ter que confrontar seu constrangimento de ter recusado um homem como ele.

Em Pemberley, Elizabeth descobre que o Sr. Darcy realmente não era como ela pensava. A governanta de Pemberley, na ausência de seu patrão, e na ausência de conhecimento dos sentimentos e da convivência de Elizabeth com Darcy, explicou a ela que nunca ouviu uma palavra agressiva vindo dele.

“Ele é o melhor dos senhores de terras e melhor dos patrões que já existiram… Não há um só de seus colonos ou criados que não se refira a ele em bons termos. Algumas pessoas dizem que ele é orgulhoso; mas tenho certeza que nunca ouvi nada disso. Na minha opinião, isso é só porque ele não é falastrão como os outros rapazes.”

Ao terminar a visitação em Pemberley, Elizabeth vê Darcy chegando, se assusta pois ele só era esperado em sua propriedade no dia seguinte.

“Seus olhos se encontraram no mesmo instante e o rosto de ambos foi coberto pelo mais intenso rubor. Ele teve um evidente sobressalto e por um momento pareceu imobilizado com a surpresa; mas logo se recuperando adiantou-se até o grupo e falou com Elizabeth, se não em termos de total desenvoltura, ao menos com perfeita cortesia.”

Os encontros em Pemberley eram frequentes durante a estadia de Elizabeth e os tios em Lambton. Lizzy conheceu a irmã de Darcy – Georgiana Darcy, e pôde constatar que tudo o que pensava sobre ele era um terrível engano. Ele realmente era um bom homem. Ela se envergonhava de algum dia ter sentido antipatia por ele. Os Bingley também eram convidados em Pemberley e a Srta. Bingley notando que Elizabeth despertara certo afeto por Darcy e este a admirava, tentou denegri-la pela aparência e família. Tudo em vão.

Enquanto Lizzy estava viajando, Lydia estava em Brighton com os Foster. Esta fugiu com o Sr. Wickham na esperança de que algum dia ele se casasse com ela, o que trouxe desespero à família Bennet, pois na época, seu ato era de uma mulher que “se perdeu na vida”, trazendo desgraça sobre suas irmãs que ficariam mal faladas por ter uma Bennet que fugiu com um homem sem estar casada. Lizzy retornou a casa de seus pais.

Darcy sentiu uma parcela de culpa por não ter exposto a verdadeira história de Wickham ainda quando se encontraram em Meryton. Darcy, sem que ninguém soubesse e por amor à Elizabeth, que sentira muito a atitude da irmã mais nova, saiu “à caça” dos dois em Londres. Encontrando-os, fez um acordo com Wickham para que ele se casasse com Lydia imediatamente. Os únicos que sabiam disso eram seus tios Gardiner, que também viviam em Londres.

Quando Lydia voltou casada de Londres, deixou implícito a participação do Sr. Darcy no seu casamento, despertando a curiosidade de Elizabeth. Esta escreve para a tia implorando saber a verdade, ao que a mesma retorna sua carta em uma descrição detalhada da atitude heróica e discreta de Darcy. Após essa carta, Elizabeth estaria fadada a amá-lo para sempre e envergonhada por saber que depois de tanto desdém de sua parte ele ainda era capaz de uma atitude que aliviaria seu desespero e angústia de sua família. Ela esperava no fundo do seu coração que algum dia Darcy se declarasse a ela novamente. E desta vez, não o recusaria.

Receberam então a notícia que o Sr. Bingley, após uma temporada em Londres, voltaria a viver em Netherfield. Esta notícia deixou Lizzy em êxtase pois considerava que ele viria para pedir Jane em casamento. Mas esta já não acreditava nessa possibilidade, pelo menos não mais 100%. A convivência de Bingley com a família Bennet possibilitou que ele soubesse que Jane não era indiferente ao seu afeto e logo estavam noivos. Jane seria a senhora de Netherfield, mais um sonho da senhora Bennet realizado.

Lady Catherine, avisada da frequente visitação de Bingley e Darcy à Longbourn, preocupou-se pois sabia da possibilidade de Darcy, seu sobrinho, estar apaixonado por Lizzy. Primeiro porque a ele foi imposto desde o seu nascimento casar-se com sua prima, a Srta. de Bourgh, segundo por Elizabeth não ser de família nobre e abastada. Lady Catherine conferiu várias ameaças a Lizzy em discreta e rápida visita à Longbourn, ao que Elizabeth soube muito bem se defender de todas elas.

Darcy, ficou sabendo que sua tia havia visitado Lizzy para fazer com ela o desencorajasse, ao que ela, Elizabeth, não prometeu a ela desencorajá-lo. De posse dessa informação ele teve certeza de que Elizabeth Bennet o amava e partiu para Longbourn com o objetivo de se casar, ainda que não fosse da vontade de sua tia.

Elizabeth:

“Como tudo começou? – Posso compreender que, depois do primeiro impulso, tudo tenha ido a diante sem problemas, mas o que despertou seu sentimento em primeiro lugar?”

Darcy:

“Não posso determinar a hora, ou o lugar, o olhar, as palavras, em que tudo se baseou. Foi há muito tempo. Eu já estava a meio caminho antes de compreender que já tinha começado.”

Elizabeth:

“Minha beleza foi logo descartada e, quanto às minha maneiras…meu comportamento consigo foi, no mínimo, quase grosseiro; e eu nunca lhe dirigi a palavra sem alguma vontade de feri-lo. Agora, seja sincero, foi minha impertinência que lhe despertou admiração?”

Darcy:

“Foi a vivacidade de seu espírito.”

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Solange Peretti

Sou uma Química cosmética proprietária do blog Desvendando Cosméticos e alguns outros, alquimista amante de poções do amor. Nas horas vagas a literatura, a escrita e os filmes de época me fazem companhia. Contato: solangeperetti@yahoo.com.br

  • Fernanda Costa

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  • Ana Paula

    Amo!

  • Leila Maciel

    Sou insanamente apaixonada por esse livro. Uma das cenas que mais gosto é o reencontro de Darcy e Lizzy em Pemberley ❤

  • Renata Borges

    As obras de Austen me encantam por sua delicadeza e capacidade de demonstrar as personagens de maneira tão verdadeira e, ao mesmo tempo, sem perder o tom do romantismo.