O Figurino de Orgulho e Preconceito (1995)

 

Por Frock Flicks, the costume movie review: http://www.frockflicks.com/

 

Description=Colin Firth and Jennifer Ehle as Mr Darcy and Elizabeth Bennet in a dramatisation of Jane Austen's "Pride & Prejudice" for the BBC, pictured at Harrow School, Harrow on the Hill - 28.08.1994. Copyright Alan Weller / The Times.

Copyright Alan Weller / The Times.

Este é o 20º aniversário da amada minissérie Orgulho e Preconceito de 1995, por isso estamos de olho nessa versão para o mundo de Jane Austen. Este artigo é uma série de posts sobre a adaptação deste clássico!

Fale com qualquer pessoa interessada em trajes de filmes históricos e, geralmente, nem precisa mencionar “1995” para saber de qual versão você está falando: COLIN FIRTH e JENNIFER EHLE. A versão que leva tempo contando a história e conta a história certa (sem o porco aqui)*

Naturalmente, o fato de que a produção de 1995 tem figurinos realmente agradáveis ajuda. Projetado por Dinah Collin, eles são espantosamente fieis ao período regencial (com algumas exceções, que discutiremos). Eles também são bem concebidos e bem feitos do ponto de vista história/personagem. Portanto, em homenagem ao 20º aniversário da minissérie Orgulho e Preconceito, vamos olhar os figurinos: como foi o processo de criação, como os figurinos foram feitos e como eles funcionaram depois de terminados?

Projetando Orgulho e Preconceito

Dinah Collin começou sua pesquisa examinando vestuários que sobreviveram aos tempos, painéis de moda e outros materiais em coleções de museus em todo o Reino Unido e até mesmo em Roma. Ela visava obter uma visão global da aparência no período correto, mas como ela disse:

“Eu não acho que seja essencial ser servilmente ao pé da letra no período histórico correto. Eu gosto de descobrir fases entre eles e nós, traduzindo entre os dois gostos. Tem que apelar para as pessoas nos dias de hoje” (“Silk and Sensuality“, Sydney Morning Herald, 6 de março de 1996).

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Mr. Darcy no casaco de linho que era tão popular.

Uma dos grandes desafios de Collin foi certificar-se de que os atores parecessem pessoas reais vestindo roupas reais. “Ela não queria que eles parecessem rígidos e pouco à vontade nos trajes”. A designer de figurino diz que seu objetivo com Colin Firth e com os outros personagens masculinos era criar algo que os fizessem sentir-se vestidos com “jeans e camiseta.”

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Lydia (Julia Sawalha), parece bem confortável em seu traje.

Distinguindo os Personagens de Orgulho e Preconceito

Qualquer produção de filmes/TV tem que pensar sobre caracterização. Os trajes não estão apenas supondo (espero!) que os personagens estejam em outro tempo, lugar ou época. Eles têm que  ajudar  o público a entender as personalidades e as motivações dos diferentes personagens. Esta versão de Orgulho e Preconceito fez um trabalho muito bom em se basear nos trajes da época, para em seguida, ajustá-los para fins de caracterização.

Um dos maiores contrastes entre os personagens precisava estar entre as irmãs Bingley (Caroline Bingley e Mrs. Hurst), ricas e moradoras de Londres e as prósperas, mas não tanto assim, irmãs Bennet que moravam no interior. A designer Collin reconhece que as irmãs Bingley, historicamente, têm maior probabilidade de usarem vestidos de musselina branca, pois eram incrivelmente elegantes no período. No entanto, ela precisava dar um toque visual para diferenciar os dois grupos, de modo que as irmãs Bingley estavam sempre usando vestidos de seda coloridos, brilhantes e com vários acessórios. Collin disse:

“A extensa quantidade dos acessórios foi necessário, para mostrar a variedade e quantidade. Eu fiz isso com rosa e amarelo brilhante e sedas na cor cereja, penas e broches” (“Silk and Sensuality“).

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O esboço de Dinah Collin para um dos trajes de Caroline Bingley, junto com o resultado final.

No vídeo Pride and Prejudice 15 Years Later (que definitivamente vale a pena assistir!), Collin menciona especificamente este vestido laranja usado por Caroline. Ela estava preocupada que ele fosse muito brilhante, mas vê-lo na tela foi perfeito.

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As irmãs Bingley usavam cores fortes com muito brilho e acessórios. Caroline (Anna Chancellor, à esquerda) usando o vestido laranja brilhante que Collin mencionou.

Enquanto isso, as Irmãs Bennet usavam vestidos de algodão de cor clara com poucas joias, que para um olhar moderno quer dizer “interiorano”.

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As irmãs Bennett com seus vestidos de algodão em cores claras.

O diretor da série, Simon Langton, teve influencia nesta decisão. Ele disse:

“Eu queria cores pálidas ou brancas para as meninas, para refletir  o seu entusiasmo e a sua inocência. Isto significou que nós poderíamos manter as cores mais escuras, ricas e os tecidos exóticos para personagens como as irmãs Bingley ou Lady Catherine De Bourgh” (Pride and Prejudice: 1995, JaneAusten.co.uk).

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Lady Catherine de Bourgh (Barbara Leigh-Hunt) também usa cores fortes e tecidos de seda. Aparentemente, há um “pequeno pássaro morto” no chapéu de Lady Catherine, que nos remete as pinturas de aves abatidas em Rosings Park e também “um comentário visual sobre a natureza predatória no mundo de Lady Catherine” (Sue Birtwistle & Susie Conklin, The Making Pride and Prejudice [Penguin Books, 1995]).

Olhando para os personagens específicos, Elizabeth (Jennifer Ehle) estava vestida em tons de terra para enfatizar “a sua praticidade e natureza ativa”. Collin escreveu:

“Eu escolhi cores que tiveram um ar mundano para ela – excesso de marrons, por exemplo; Eu, particularmente, gostei de vê-la usando a cor curry… Em geral, eu queria parecer agradável, que o simples era bonito, não algo espalhafatoso” (The Making of Pride and Prejudice).

 

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Elizabeth (Jennifer Ehle) usa tons de terra para enfatizar sua natureza ativa.

A prova de fogo foi o momento de criar o vestido de casamento de Elizabeth, e Collin teve o cuidado de se certificar que o  vestido era crível com a época dos Bennets (embora algo me diga que Darcy tenha bancado este vestido):

“Fizemos uma pesquisa nos arquivos e visitamos museus para descobrir, exatamente, o que uma moça teria usado. Se a sua família tinha falta de dinheiro, uma noiva, muitas vezes, usava seu melhor vestido, mas se ela pudesse pagar por um vestido de casamento, este seria branco e feito especialmente para a ocasião” (“Something Old, Something New; Preview of Two TV Weddings” Daily Mirror, 28 de outubro de 1995).

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Vestido de casamento de Elizabeth Bennett.

Para Mr. Darcy, a ênfase estava nas cores escuras (particularmente no verde escuro e cinza), deixando cores mais quentes para o Mr. Bingley. Colin Firth solicitou, especificamente, por uma aparência mais “sombria” (The Making of Pride and Prejudice).

Fazendo os Trajes de Orgulho e Preconceito

Fornecimento dos Tecidos

Collin pesquisou os tecidos de época no Manchester Galleries (Pride and Prejudice 15 years later). Começou uma busca para comprar tecidos indianos, pois seus desenhos são muitas vezes semelhantes aos utilizados no período. “Eu tive alguns bons fornecedores indianos basicamente tradicionais, materiais muito finos. Os tecidos estampados precisavam ser finos, muito finos. Os sáris foram muito úteis, especialmente um sári branco de casamento” (“Silk and Sensuality“). Mas, em geral, a maioria dos tecidos indianos tinham estampas que eram reconhecidamente modernas, então ela teve que customizar as estampas com a filha de um amigo da Universidade (Pride and Prejudice 15 Years Later). Collins escreveu:

“… Nós não queremos torná-los muito simples, o que teria sido uma vergonha para personagens como Mrs Bennet, para quem queríamos mais estampas de penas. Então nós passamos pela tortura absoluta antes que saíssem corretamente” (The Making of Pride and Prejudice).

Os tecidos foram customizados com serigrafia, o que significava que eles não poderiam ser passados a ferro!

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O vestido de Elizabeth pode ser um dos vestidos que teve os tecidos estampados personalizados.

Fazendo os Trajes

Quase tudo teve de ser feito para a produção, uma vez que havia poucos trajes do período regencial para filme/TV para alugar (e certamente não é uma época em que você pode ser vintage!). Uma única exceção foi as jaquetas dos uniformes dos homens, que vieram da Itália, pois não houve tempo para faze-los em casa (Pride and Prejudice 15 Years Later)

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Wickham (Adrian Lukis) veste um casaco de uniforme feito na Itália.

Embora houvesse (se houve) utilizados poucos trajes de aluguel, a facilidade que a Cosprop tinha para fazer os figurinos era ideal para fazer os trajes de Orgulho e Preconceito. Collins escreveu:

“A grande vantagem da Cosprop, nossa figurinista, é que você pode ter uma quantidade enorme de especialistas em um só lugar; eles empregam trinta e cinco pessoas altamente qualificadas” (The Making of Pride and Prejudice).

A produção escolheu pela opção “Primeiro Aluguel”, o que significava que, após as filmagens da minissérie, os trajes iriam para o estoque de aluguel da Cosprop.

Collin e sua equipe tinham cerca de dois meses para fazer os trajes antes das filmagens começarem. No final, figurinos e perucas custaram mais de £ 10.000 por dia (“Pride and Prejudice“, Daily Mirror, 25 de setembro de 1995).

Cabelos e Acessórios

Muitos dos atores, incluindo Jennifer Ehle como Elizabeth, usaram perucas. As principais estrelas femininas tiveram suas perucas feitos sob medida, enquanto que para o restante do elenco as perucas vieram do estoque da BBC (Pride and Prejudice: 1995, JaneAusten.co.uk). O cabelo e make-up foram feito por Caroline Noble e as perucas feitas sob medida foram feitas por Ray Marsten.

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Jennifer Ehle, como Elizabeth, usava uma peruca para a produção.

 

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Alison Steadman (Mrs. Bennet) também usava peruca.

Os sapatos foram copiados a partir de originais existentes (Pride and Prejudice 15 Years Laters).

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Um sapato real do período regencial, uma reprodução do sapato usado por Julia Sawalha como Lydia.

O Resultado Final

Filmando Orgulho e Preconceito (1995)

Um dos aspectos mais interessantes da produção é que as atrizes que interpretam as irmãs Bennet foram capazes de tratar os seus trajes diurnos como um guarda-roupa. Tenho certeza de que deve ter havido preocupações de continuidade, mas, além disso, supostamente as atrizes foram capazes de usar qualquer vestido que preferiam para uma determinada cena. Jennifer Ehle disse: “Tinha poucos vestidos que eu usava muito – assim como hoje você usaria uma Levi’s ou uma camiseta bem gasta. Você muitas vezes não tem a oportunidade de ter uma escolha como aquela e eu estava muito grata. Minha mistura diária e combinações tornou-se parte do prazer de fazer a série” (Pride and Prejudice: 1995, JaneAusten.co.uk).

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Esta é um dos meus vestidos favoritos de Elizabeth. Eu me pergunto se era Jennifer Ehle também?

 

Precisão histórica de Orgulho e Preconceito (1995)

Até o momento, eu foquei, principalmente, na visão da designer Dinah Collin para os figurinos s. Mas até que ponto eles se alinham com o período histórico?

No geral, Collin e sua equipe conseguiram retratar corretamente o Período Regencial: Orgulho e Preconceito foi publicado em 1813, por isso é definido o período entre 1810-1813 (embora a versão do porco remonta o período do primeiro rascunho de Austen na década de 1790)*. Existem alguns elementos que não são muito precisos para o período. Cassidy da Mimic of Modes tem uma boa tese negativa que incluir decotes baixos usados para o dia, um formato de busto/corset um pouco incorreto, decotes que estão na forma errada e penteados mais modernos para a época. Eu gostaria de elaborar algumas teses sobre isso e falar sobre algumas das coisas que eles ACERTARAM – tudo isso reconhecendo que estou longe de ser um especialista do Período Regencial, por isso, proclamei por todo esse conhecimento necessário.

Além das “pessoas ricas com sedas de cores brilhantes e as pessoas menos ricas em algodão de cor clara”, uma das maiores divergências (embora não tão grande, como veremos) é em termos dos decotes dos vestidos do dia-a-dia. A maioria das personagens, especialmente as irmãs Bennet, usam decotes para “fraque” (usado no período para manhã e inicio da tarde). No período, vestido de manhã era quase sempre de gola alta, ou com decote preenchido com um chemisette (branco, franzido, colarinho fino).

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“Morning dress”, Ackermann’s Repository of Arts (Agosto de 1810). Lydia, Elizabeth e Jane e Elizabeth novamente, com vestidos diurnos decotados. As mangas curtas de Jane são, notoriamente, imprecisas para vestidos diurnos.

Dito isto, enquanto 90% dos vestidos diurnos das irmãs Bennet têm decotes baixos, havia momentos em que elas usaram chemisettes para preencher o decote:

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“Walking Dress”, Ackermann’s Repository of Arts (Junho de 1809), com um decote baixo preenchido por um chemisette. Mrs. Bennet (quase sempre em uma chemisette), Lydia e Kitty (que raramente a usavam, mas elas o fizeram aqui!).

Os decotes foram, claramente, um problema de caracterização, porque havia uma irmã Bennet que realmente usava vestidos diurnos de gola alta na maioria das vezes: Mary. Claramente ela deveria parecer deselegante, mas, sim, não é uma grande aparência para os padrões modernos. Ela se junta a Mary Lucas (que é jovem) e Mrs Gardiner (mais velha) em usar vestidos de gola alta muito mais precisos para época. Nenhumas destas personagens são, de qualquer forma, as concorrentes para Elizabeth, Jane, Kitty, ou Lydia e os decotes ajudam nisso.

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“Morning Dress”, Ackermann’s Repository of Arts (Novembro de 1809), com um decote alto. Mary Lucas, Mary Bennet e Mrs Gardiner, com vestidos diurnos de golas altas.

Mrs. Gardiner, em particular, se veste com um estilo historicamente preciso. Ela tem mais dinheiro do que as Bennets e vive na cosmopolita Londres (mesmo que seja Cheapside), mas eu acho que o fato de que ela é uma senhora mais velha tem um grande papel em ficar tão encoberta.

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Mrs Gardiner não está vestindo a mesma coisa que está neste retrato, mas o efeito é semelhante. (À direita: Dorota Czartoryska née Jabłonowska por François-Xavier Fabre, 1811, Wikimedia Commons).

A “Querida Georgiana”, irmã mais nova de Mr. Darcy, é outra personagem que (enquanto ostenta os decotes) também parece ser “do período”:

Sir Thomas Lawrence (British, 1769 - 1830 ), Lady Mary Templetown and Her Eldest Son, 1802, oil on canvas, Andrew W. Mellon Collection

À esquerda: Lady Mary Templetown e sua filha mais velha por Thomas Lawrence, 1802. À direita: Georgiana Darcy e Mrs Gardiner (mãe e filha na vida real).

Em seguida, vamos olhar para as roupas de passeio. As irmãs Bennet geralmente usavam spencers, uma jaqueta curta até a cintura. Fizeram parte na maior do período, a não ser quando vinha acompanhado por um decote baixo; o que geralmente me chama a atenção como “errado”! No entanto, eu dei uma fuçada e encontrei um figurino regencial mostrando um vestido de passeio com decote baixo (abaixo)  e para mim parecia, claramente, (um tanto) errado!

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“Afternoon Promenade Dress”, La Belle Assemblee (01 de junho de 1813). Deu a Elizabeth (à direita) um spencer de decote baixo. Em por nada deu a Jane (meio) spencers com decotes e mangas curtas, a não ser que houvesse um excesso de corpetes sendo usados dentro de casa.

Um acordo excelente foi feito quando Dinah Collin colocou muitas das personagens – especialmente Elizabeth – usando spencers abertos e, tecnicamente, de gola alta. Como alguém que odeia um decote abotoado até o pescoço, estes são belos e historicamente precisos.

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“Walking Dress,” Ackermann’s Repository of Arts (June 1809). Centro: Jane and Elizabeth.

As filmagens ocorreram ao longo de muitos meses, a fim de mostrar as diferentes estações do ano. E, de fato, nas cenas de outono/inverno, as personagens vestiam spencers de gola alta ou pelisses (casacos longos):

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Ladies Magazine (Dezembro de 1812). Kitty e Lydia com spencers de gola alta (o de Kitty foi reciclado em muitos outros shows/filmes) e Jane com um pelisse de gola alta.

Um conjunto que eu particularmente gostei, mesmo que não fosse perfeitamente preciso, é o que Elizabeth usa durante a caminhada (no verão) com o Coronel Fitzwilliam na casa de Lady Catherine de Bourgh. Ela está usando um vestido diurno decotado, mas acrescenta um xale estreito, que a fez parecer mais coberta para o ar livre:

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Agora mudando de assunto e falar sobre os vestidos de noite. Em geral, eu acho que o filme fez um grande trabalho aqui. As irmãs Bennet pareciam belas, mas estavam um passo atrás na moda. (Uma nota, os figurinos a seguir são bons exemplos das silhuetas dos bustos do período regencial – altas e separadas – que o filme NÃO fez).

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“Evening Dresses”, Ackermann’s Repository of Arts (01 de Janeiro de 1811), Lydia, Elizabeth e Jane vestidas para o baile em Netherfield.

As irmãs Bingley continuam vestindo suas sedas coloridas à noite. Claro, esses estilos são precisos do período, mas é apenas improvável que alguém ficaria tão presa nas cores brilhantes (e não se deixar envolver com o algodão branco).

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Vestidos coloridos transformam-se em figurinos da moda e outros registros. “Evening Dress,” Ladies Magazine (Janeiro de 1812), Mrs. Hurst e Miss Bingley, “Half Dress” Ackermann’s Repository of Arts (Fevereiro de 1809).

Estes corpetes de noite cruzados são bem fora do período regencial:

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Princesa Augusta por William Beechey (c. 1802), Buckingham Palace. Jane Bennet e Mrs. Hurst em estilos semelhantes.

E eu gostei que alguns dos vestidos de noite tivessem mangas mais longas, uma opção definitiva para as noites sem bailes:

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“Evening Dress”, Ackermann’s Repository of Arts (Janeiro de 1810). Caroline Bingley e Mrs Gardiner com vestidos de noite longos de mangas compridas.

Por último, um detalhe para salientar – Eu gostei de como, na cena que mostra Elizabeth se retratando com Mr. Bingley em juntar-se a Georgiana Darcy, Georgiana está usando um vestido reto com uma gola renascentista. Este é um bom prenúncio da tendência renascentista entre os anos de 1810 e 1820.

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Georgiana Darcy usando uma gola renascentista. A Duquesa de Clarence, mais tarde Rainha Adelaide por Samuel Raven (c. 1818), Art Gallery of South Australia.

Agora, vamos olhar rapidamente para as vestimentas dos homens. Em geral, sob meu olhar semieducado, os caras parecem excelentes. Eu amo os colarinhos bem altos das vestimentas dos homens regenciais e eu gosto que eles usem as calças na altura nos joelhos nas ocasiões mais formais (os homens mais velhos tendia a usar essas calças o tempo todo):

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“Full Dress for a Gentleman” (ex: mais formal), Ackermann’s Repository of Arts (Abril de 1810), Mr. Darcy no baile de Netherfield.

Então, para o dia, os homens mais jovens usam calças até os tornozelos, um novo estilo que realmente entrou para a moda deste período:

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Joseph Stannard quando jovem por Robert Ladbrooke (c. 1816), Norfolk Museums Service. Martin Archer Shee por William Roscoe (1815-1817), Walker Art Gallery. Mr. Darcy e Mr. Darcy.

Eu sinto muito, mas vamos olhar para a última imagem de Mr. Darcy novamente:

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Mr Darcy fazendo um sinal de gang, YO

 

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*Referencia a versão de 2007 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen

Texto traduzido e postado com permissão da http://www.frockflicks.com/

 

Marcia Bock Belloube

Tradutora e revisora, apaixonada por livros, filmes e cultura britânica. Fã e leitora incondicional de Jane Austen e Chalortte Bronte, mas não recuso um bom livro de escritores contemporâneos.