Maria Edgeworth

Portrait of Maria Edgeworth by John Downman (1807).

Maria Edgeworth em 1907, por John Downman.

Maria Edgeworth nasceu em 01 de janeiro de 1768 na casa de seu avô materno em Black Bourton, Oxfordshire, Inglaterra. Seu pai, foi o anglo-irlandês Richard Lovell Edgeworth (1744-1817), escritor, cientista, inventor e educador, casou-se quatro vezes  e teve 24 filhos. Sua mãe, Anna Maria Elers (1743-1773), morreu quando Maria tinha seis anos, na doença ela foi assistida pelo Dr. Darwin, pai de Charles Darwin, que tentou em vão salvá-la. A bela Honora Sneyd  se tornou a primeira madrasta de Maria.

Quando Edgeworth tinha oito anos, ela foi enviada para o que ela chamou de “a-prisão”, que foi formalmente conhecido como Seminário Superior de Mrs. Lataffiere para jovens senhoras, no Derby. Mr. Lataffiere, acelerou seus estudos em francês e italiano, para adiantá-la nas matérias mais que as outras crianças, assim ela pode mudar para Mrs. Davis’ school em Wimpole Street, Londres.

Isso lhe permitiu ler livros de sua preferência, enquanto as outras meninas estavam trabalhando em suas tarefas. Através de sua escrita, Edgeworth não só retrata seus próprios ideais e conceitos, como ela também tenta se conectar a actividade literária de escrever para as regras de etiqueta que caracterizam uma senhora.

O início da vida literária de Edgeworth começou quando ela era apenas uma jovem que ansiava por literatura. Seu pai despertou seu interesse solicitando que ela escrevesse contos e histórias para a diversão de seus irmãos.

A família Edgeworth, por Adam Buck, 1787. National Portrait Gallery London

A família Edgeworth, por Adam Buck, 1787. National Portrait Gallery London.

Honora Sneyd morreu em 1780 e o pai de Edgeworth se casou com  sua irmã Elizabeth, dentro de meses. Em 1782 a crescente família de Edgeworth viajou para a fazenda da família em Edgeworthstown, ao norte de Dublin. Lá ela iria viver entre os senhores de terra a maioria de sua vida, ajudando o pai com funções de secretariado e contabilidade na gestão de suas propriedades, trabalhando em sua enorme biblioteca de livros alinhados.

Edgeworthstown desenhada por Richard Lovett.

Edgeworthstown desenhada por Richard Lovell.

 

Quando foi com o pai e a família para a irlanda em 1773, ela finalmente foi assumir sua propriedade, Edgeworthstown, no Condado de Longford.

The Fashion for Elaborate HairstylesAdolescente, ela ia montada no seu pônei ao lado do pai, em seu cavalo, e percorriam os campos recolhendo informações atravéz da obrservação aguçada e um profundo conhecimento dos locais. Maria tornou-se bem familiriarizada com os moradores da Irlanda e da classe camponesa, a maioria das suas histórias foram centradas nela, tratando com sincera dignidade os seus personagens realistas. Maria colaborou com o pensamento progressista de seu pai  ao escrever ensaios sobre a educação progressista e sobre a educação prática que surgiu em 1798. Seu pai entraria para a câmara dos Comuns irlandesa nesse mesmo ano.

Em 1802 a família Edgeworth foi para o exterior, primeiro para Bruxelas e depois para o Consulado da França (durante a “Peace of Amiens”, uma breve pausa nas Guerras Napoleônicas).  Eles voltaram para a Irlanda em 1803, na véspera da retomada das guerras, e Maria voltou a escrever. Tales of Fashionable LifeThe Absentee and  Ormond que são romances da vida irlandesa. Em 1801 é editado pela primeira vez o romance Belinda.

Belinda

belindaBelinda é uma jovem de 17 anos, que  é enviada para viver com Lady Delacour, a quem Belinda considera fascinante e encantadora. Lady Delacour acredita estar morrendo de câncer de mama. Ela esconde o sofrimento emocional causado por sua morte iminente através de inteligência e charme. A primeira metade do livro se concentra na amizade que floresce entre Belinda e Lade Delacour. Tudo acontece nesse romance: Lady Delacour quer casar Belinda por dinheiro, enquanto vive um péssimo casamento. Belinda se apaixona por um jovem, mas briga com ele; há a mulher que se veste de homem, coisa bastante natural na sociedade da época; e o noivado inter-racial de Belinda.

Belinda, Lady Delancour  e os outros personagens são autenticos de acordo com as pessoas refinadas da sociedade inglesa da época. A história da busca por um marido de posses e a escolha pelo amor, com uma personagem forte e moralista.

Vida Social

Em uma visita a Londres, em 1813, Maria conheceu Lord Byron (de quem ela não gostava) e Humphry Davy.  Ela entrou em uma longa correspondência com Sir Walter Scott, após a publicação de Waverley em 1814, em que ele agradece reconhecidamente a sua influência. Ela o visitou na Escócia em Abbotsford House em 1823, e formaram uma amizade duradoura.

Mary Clark e Clement Crisp "Waltz" 1816

Mary Clark e Clement Crisp “Waltz” 1816.

Edgeworth estava se tornando conhecida na moda e  círculos literários, recebendo críticas em sua maioria favoráveis, mas criticada por ser muito didática e moralista, com vestígios de colonialismo. Ela foi uma das pioneiras do realismo social e contos históricos, influenciando escritores mais jovens na época, incluindo William Makepeace Thackeray, Turgenev e Jane Austen. Durante sua segunda visita a Paris em 1820, foi calorosamente recebida e estavam entre os seus amigos: Jeremy Bentham, Lord Byron, Stendhal, Talleyrand, seu editor JG Lockhart, Etienne Dumont, e Sir Walter Scott . Em 1825, ela visitou Abbotsford, na Escócia. Há uma pedra em Tyhmer’s Waterfall onde se diz que Maria a visitou e que leva o nome “Edgeworth Stone”.

Edgeworthstown, biblioteca de Maria Edgeworth

Edgeworthstown, biblioteca de Maria Edgeworth, por Richard Lovell.

Após a morte de seu pai em 1817, Maria editou as suas memórias e estendeu-as com os seus comentários pessoais. Ela tornou-se mais politicamente conservadora em suas opiniões e passou a escrever histórias de crianças de novo, incluindo Rosamond (1821) e Helen (1834)  Querendo promover a literatura, na Irlanda, Sir William Rowan Hamilton, presidente da Academia Real Irlandesa, procurou o conselho de Edgeworth. Um de seus principais pontos da reforma foi que as mulheres fossem convidadas para as festas à noite. Ela foi eleita membro honorário da Academia em 13 de junho de 1842.

Aos primeiros sinais da fome na Irlanda, iniciado em 1845, Edgeworth deu assistencia e apoio aos doentes e desamparados, trabalhando arduamente para o alívio dos camponeses atingidos pela fome irlandesa, embora ela e sua família mal tenha sobrevivido. Sua meia-irmã favorita Fanny morreu em 1848.

Em casa, em 22 de maio de 1849, após queixas de dores no coração, Maria Edgeworth morreu de repente. Ela está enterrada no túmulo da família na Igreja de St. John’s, Edgeworthstown, Longford, Irlanda.

O lar Edgeworth agora é dirigido pelas Irmãs da Misericórdia.

Purple Jar

Ilustração de  Clara M. Burd

Ilustração de Clara M. Burd.

Purple Jar é uma história infantil que aparceu pela primeira vez em The Parent’s Assistent (1796) e reapareceu em Rosamond (1901). Das dezenas de histórias que Edgeworth escreveu no final do século XVIII e início do século XIX, essa parábola de desejo e desilusão mantém uma fixação extraordinária sobre a imaginação do público.

A história é sobre uma criança, Rosamond, que precisa de um novo par de sapatos, mas é atraída por um frasco roxo que ela vê exibido em uma vitrine. Sua mãe lhe dá a opção de gastar seu dinheiro em sapatos ou o jarro e ela escolhe o jarro roxo: “Você pode ficar desapontada”! Adverte a mãe, acrescentando que ela não poderá ter sapatos novos até o próximo mês. Quando chega em casa, ela descobre que o frasco não era roxo, mas cheio de líquido escuro. “Eu não queria essa coisa preta”! Ela chora, somando à sua decepção o fato de seu pai não querer sair com ela por achá-la desleixada, sem bons sapatos. Elizabeth Gaskell em Mary Barton alude a estória de Edgeworth. A personagem Rose Campbell de Louisa May Alcott em Eight Cousins (1875) refere-se a história: “Eu sempre achei isso muito injusto, a  mãe não avisar a coitada e desfazer dela depois”!

O Jarro Roxo foi lido pela princesa Vitória, Theodore Roosevelt, Eudora Welty e Fanny Kamble.

Lista Parcial das obras de Maria Edgeword publicadas

  • Essay on Irish Bulls – 1802 (political, collaborated with her father)Popular Tales – 1804

vintage-vector-frame-border-divider-corner-set-retro-design-elements-collection-ornate-decor-elements-calligraphy-designtransp.1.Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Maria_Edgeworth
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Purple_Jar
https://wiki.uiowa.edu/display/vicwik/Maria+Edgeworth,+Belinda
http://homepage.tinet.ie/~jmac/Edgeworth_main.htm

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.