Margaret Oliphant

Mrs. Oliphant com seus filhos e sobrinho

Mrs. Oliphant com seus filhos e o sobrinho Frank

Margaret Oliphant nasceu em Wallyford, perto de Edimburgo, em 4 de abril de 1828, a caçula e única filha de Francis W. Wilson, um escrevente, e Margaret Oliphant Wilson. Ela tinha dois irmãos mais velhos, Francis (Frank) e William (Willie). Sua família mudou-se para Lasswade, perto de Edimburgo, depois para Glasgow e, finalmente, estabeleceu-se em Liverpool em 1838. Ela só voltou para a Escócia, ocasionalmente, durante a sua vida, mas ainda manteve um forte sentimento de nacionalidade: muitos de seus romances têm temas ou personagens escoceses.

Como ela diz em sua autobiografia, em 1845 ela ficou noiva, mas o relacionamento rapidamente fracassou e eles romperam o noivado. Nessa época ela escreveu seu primeiro romance, enquanto fazia companhia a sua mãe doente. Christian Melville não seria publicado até 1856, com o nome de seu irmão Willie. Seu primeiro romance publicado The Life of de Margaret Maitland saiu em 1849 e Willie assumiu a responsabilidade de negociar com o seu primeiro editor, Colburn, em Londres. No futuro, ela sempre lidaria com os editores, mesmo durante sua vida de casada. Nesse mesmo ano, ela permaneceu em Londres por três meses na qualidade de governanta de Willie (e possivelmente guardiã pessoal, de modo a mantê-lo longe do álcool). Durante esta visita, ela conheceu os primos Tom e Frank Oliphant. Em 1852 seu irmão Willie deixou seu primeiro cargo ministerial em Northumberland, desonrado. Ele ficaria totalmente dependente de sua família, em seguida, da irmã, até sua morte em 1885. Em maio de 1852, Margareth se casa com seu primo Frank Wilson Oliphant, um artesão de vitrais e pintor. Eles se mudam para Harrington Square em Londres, seus pais e o irmão Willie foram logo em seguida (seu irmão Frank permaneceu em Birkenhead e se casou com uma prima paterna, Jeanie Wilson, no mesmo ano).

200px-Blackwood's_Edinburgh_Magazine_XXV_18291852 também foi o ano em que Oliphant, depois de ter publicado vários romances de sucesso considerável para um autor tão jovem, começou seu relacionamento ao longo da vida profissional com a Blackwood. Katie Stewart foi o primeiro de seus romances a ser serializado na Blackwood’s Edinburgh Magazine, de julho a novembro de 1852. Primeiro, ela contribuiu com artigos de não ficção para Maga (forma abreviada de mencionar a Blackwood) em 1854, ela acabaria por ser chamada pela Blackwood de “mulher de utilidade geral” por sua habilidade de transformar a sua mente para praticamente qualquer assunto, e mover-se entre vários gêneros: literatura, crítica literária, história, biografia entre outros.

Ela deu à luz sua primeira filha, Maggie, em 1853. Ao todo foram seis filhos, mas somente três sobreviveram a infância: Maggie, Cyril Francis, “Tiddy” or “Tids”, nascido em 1856) e Francis Romano, “Cecco”, nascido em 1859).

Em 1859, na esperança de melhorar a saúde debilitada do seu marido Frank (ele vinha sofrendo de sintomas de tuberculose há dois anos), a família se mudou para a Itália. As despesas foram pagas por futuros trabalhos e ela começou assim seu hábito de adiantamentos da Blackwood. Frank morreu em Roma no mês de outubro. Margaret nunca soube se seu marido sabia de sua condição terminal antes de deixar a Inglaterra, talvez quisesse acreditar que ele não sabia que morreria ali, deixando-a longe de casa, grávida e afundando em dívidas. Dois meses depois, seu último filho, Cecco, nasceu.

No ano seguinte Oliphant e seus filhos mudaram-se brevemente para a casa de seu irmão Frank, em Birkenhead, em seguida, para Edimburgo. Em 1861, a primeira de sua série Crônicas de Carlingford foi publicada na Maga. Em 1864, em sua segunda viagem à Itália (desta vez acompanhada por amigos), sua filha Maggie, então com 11 anos, morreu em Roma. Este seria um dos mais graves golpes que Oliphant receberia em sua vida, apesar de seus muitos lutos. Ela nunca mais voltou a “Roma podre”, nem mesmo para visitar seu irmão Willie, que viveria lá sustentado por ela a partir da década de 1860 até sua morte, um quarto de século mais tarde. Ela não foi capaz de enfrentar um retorno imediato à Inglaterra e passou o próximo ano e nove meses seguintes viajando pela Europa. No final de 1865 e em prol da educação de seus filhos, radicou-se em Windsor e os enviou a Eton.

6 Clarence Crescent, Windsor

6 Clarence Crescent, Windsor

Windsor seria sua casa para os próximos 30 anos. Seu lar seria um lugar cheio de dependentes e visitas de amigos. Sua prima Annie L. Walker (mais tarde Sra. Coghill) tornou-se sua governanta e secretária em 1866. Seu irmão Frank sofreu ruína financeira em 1868 e se mudou com a família para fora do pais deixando seu filho Frank com Mrs. Oliphant, que o mandou junto com seus filhos para Eton. Dois anos depois, seu irmão Frank tornou-se totalmente dependente dela, depois de sofrer um colapso nervoso por ficar viúvo. Ele foi morar com suas filhas mais novas, Madge e Denny. Ele morreu em 1875. No mesmo ano Oliphant enviou suas sobrinhas para a escola na Alemanha, e Ciryl para Balliol College, Oxford. Seu promissor e amado sobrinho, Frank, tinha obtido uma posição na Índia depois de se tornar um engenheiro qualificado.

Infelizmente, quatro anos mais tarde, em 1879, seu sobrinho Frank morreu em Portugal, não muito depois de suas irmãs Madge e Denny voltarem da Alemanha e continuarem seus estudos em Windsor. Neste mesmo ano Cecco se juntou a Cyril no Balliol College. 1879 foi também o ano em que sua primeira história sobrenatural foi publicada, a aclamada A Beleaguered City.

Nenhum de seus filhos conseguiria o que o seu início auspicioso parecia prometer. Aprisionados por problemas de saúde (e de uma propensão perigosa ao alcoolismo, o caso de Ciryl), não justificavam sua despesa pródiga em educação. Oliphant passaria a maior parte da vida adulta dos filhos, pedindo a conhecidos posições para eles. Ambos teriam algumas peças publicadas sob o patrocínio de sua mãe – Cyril, um volume sobre Alfred de Musset na série Foreign Classics for English Readers, que Oliphant editava; Cecco, o livro Jerusalem and the Holy Land; Cecco também colaborou com ela na escrita de sua Victorian Age in English Literature. Em 1884, Cyril obteve uma posição como secretário particular do governador, no Ceilão, mas a sua saúde o obrigou a retornar à Inglaterra, onde se tornou uma vez mais economicamente dependente de sua mãe.

Em 1890 ela fez sua viagem de pesquisa mais ambiciosa, foi a Jerusalém acompanhada por seus filhos e a sobrinha Madge. Ciryl morreu naquele outono. Seu irmão Cecco iria segui-lo em 1894, deixando Margaret completamente desolada. Madge e Annie L Walker se casaram e só sua sobrinha, Denny, permaneceu com ela, mudando seu sobrenome para Oliphant.

Em 1896, encontrando a casa em Windsor, muito cheia de memórias e grande demais para apenas duas mulheres, Oliphant fez sua última mudança, para Wimbledon. Seu cottage, The Hermitage, ficava a uma curta distância, caminhando, para a casa de sua amiga Anne Thackeray Ritchie. Ela já estava sofrendo de severas dores internas, mais tarde atribuídas à causa de sua morte, o cancro do cólon. Margaret Oliphant morreu no meio das celebrações do Jubileu da Rainha Vitória, em Junho de 1897. Ela foi enterrada no cemitério de Eton ao lado dos seus dois filhos.

Autobiografia

Margaret Oliphant também escreveu uma série de fragmentos autobiográficos para seus filhos, e que foram compilados postumamente por sua prima como Autobiography and Letters. (1899), editado pela Sra. Harry Coghill. Essa edição omitiu cerca de um quarto do texto original de Oliphant. A Autobiografia foi republicada em 1990 por Elisabeth Jay, que restaurou o texto completo.

Literatura

Embora a maior parte de sua volumosa produção ficcional (98 novelas, na verdade) pertence ao que chamamos de ficção doméstica, ela também fez sucesso escrevendo outros gêneros, como romances históricos e regionais. Ela é mais conhecida por Chronicles of Carlingford, uma série de cinco romances que começou em 1861 com uma história curta The Executor, serializada na Maga, posteriormente compilada em um único volume com The Rector e The Doctor’s Family. Estes foram seguidos por Salem Chapel, The Perpetual Curate, Miss Marjoribanks, e terminou em 1876 com Phoebe, Junior – a Last Chronicle of Carlingford. Seu romance mais famoso da série é Miss Marjoribanks (1865). Salem Chapel (1862)  tem sido criticado por sua subtrama sensacionalista, que para muitos críticos fica sem jeito em um romance realista, mas era imensamente popular. O mais popular de seus outros romances realistas é Hester, a Story of Contemporary Life (1883). Ela virou-se para a ficção sobrenatural relativamente tarde na sua carreira, começando com seu aclamado A Beleaguered City em 1879, e ela prosseguiu no gênero, especialmente com a série de histórias que mais tarde seria rotulada como Stories of the Seen and Unseen. Suas histórias sobrenaturais tinham essencialmente dois tipos de configurações: os lugares onde os eventos sobrenaturais ocorrem: The Library Window, de 1896, e The Open Door, 1882, e coisas de outro mundo, talvez inspirados por Dante, a quem Oliphant admirava: The Land of Darkness, de 1887 e  The Little Pilgrim series.

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Sinopses:

Salem Chapel

eb6eba03ad80fce866c35eaaa8523b80Arthur Vincent, um jovem ministro dissidente, recém-saído da faculdade, tem seu primeiro posto como ministro da Salem Chapel em Carlingford. Salem Chapel está dentro do “sistema voluntário” – onde a congregação escolhe e paga seu próprio ministro – Porque eles pagam o salário de Vincent, a congregação quer ter um interesse ativo nos tipos de sermões que ele oferece e sentem que têm o direito de ditar sua vida social também, e eles fazem o seu desagrado fortemente conhecido quando ele se torna amigo de uma “alta” Senhora… A congregação de Salem são de comerciantes, negociantes de bacon e queijo, e você rapidamente percebe que Salem Chapel tem mais a dizer sobre os aspectos sociais de uma congregação dissidente do que sobre a própria religião.

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Miss Marjoriebanks

n34243Desde o momento da morte de sua mãe, Lucilla Marjoriebanks sabe a sua vocação – a afirmação, com base na influência das novelas moralmente edificantes, de que a “confiança sublime em si mesma é a primeira necessidade de uma mulher com uma missão”. A orientação do Dr. Marjoriebanks, seu pai, e de Nancy, a sua governanta formidável, são pequenos passos no caminho de Lucilla, pois ela propõe nada menos que a transformação da sociedade Carlingford. As noites de Lucilla são dedicadas as pessoas da cidade: não só elas são uma fonte essencial de fofocas e entretenimento para os velhos amigos e vizinhos da granje Lane, mas elas também são o cenário de algumas das conquistas mais surpreendentes de Lucilla. Pois são nessas ocasiões, sob o olhar atento e a orientação desta mulher magnífica e jovem, que reputações são feitas e perdidas e os romances são perseguidos e desfeitos.

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Phoebe Junior

n34244Essa novela envolve vários grupos de personagens conectados através de sua religião, família e lugar. A figura principal é a jovem Phoebe Beecham “junior”, sua mãe é Phoebe Tozer e saiu de Carlingford para se casar com um clérigo, ela subiu muito nos círculos de dissidentes da igreja da Inglaterra. A história começa quando a avó de Phoebe Tozer fica muito doente em Carlingford, apesar da forte resistência de Phoebe senior que sua filha retorne as origens como neta de lojistas, ela manda Phoebe Junior para Carlingford, por precisar do dinheiro dessa família de logistas e a filha se humilha cuidando da avó por isso.

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Coleções :

Chronicles of Carlingford
Neighbours on the Green
The Clare Crofton series
The Edgar Arden series
The Janet Summerhayes series
The John R series
The Ladies Lindores series
The Little Pilgrim series
The Lucy Trevor series
The Margaret Maitland series
Two Highlands travel stories
A country gentleman – 2 related story lines
A mysterious past – 2 related story lines
An imperfect governess – 2 related story lines
Fleeing from murder – 3 related story lines
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Fontes:

Biografia traduzida por Maria Sônia Oliveira do site http://www.mrsoliphant.org
Imagem de Mrs Oliphant e família: http://www.mrsoliphant.org
Links: http://www.oliphantfiction.com
Sobre Maga: http://en.wikipedia.org/

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.