Helen Fielding

downloadHelen Fielding é uma escritora inglesa nascida em 1958, em Morley, uma cidade industrial em West Yorkshire, no norte da Inglaterra.

Na juventude começou a estudar na escola feminina de Wakefield, onde conseguiu acesso para a Universidade de Oxford. Aí estudou inglês, já com a intenção de se tornar escritora. Em 1979 graduou-se e a BBC (British Broadcasting Corporation) convidou-a para ser produtora. Apesar da sua preferência em ser escritora, Helen Fielding quis aproveitar a oportunidade de um bom emprego e aceitou ir para a BBC. Durante cerca de dez anos trabalhou na produção de documentários, tendo passado por países como o Sudão, Etiópia e Moçambique. Paralelamente, produziu programas de entretenimento, programas para crianças e noticiários.

Aos 27 anos fez a sua primeira experiência na escrita, em parceria com o ex-colega de universidade Richard Curtis e com o escritor Simon Bell. O trio concebeu um livro cômico que satirizava uma obra sobre os antepassados da nobreza britânica e escolheu um extenso título: Who’s Had Who: In Association WithBerk’s Rogerage: An Historical Register Containing the Official Lay Lines of History From the Beginning ofTime to the Present Day. Mais tarde, em 1994. Richard Curtis escreveu o argumento do filme cômico Four Weddings and a Funeral (Quatro Casamentos e um Funeral) e inspirou-se em Helen Fielding para construir a personagem representada por Andie MacDowell.

Entretanto, em 1989, Helen Fielding deixou a televisão e tornou-se freelance em jornais como o Independent, o Sunday Times e o Telegraph.

Em 1994 escreveu o primeiro romance, intitulado, Cause Celeb (Ricos, Famosos e Beneméritos), uma obra irônica sobre o recolhimento de fundos beneficentes feito por celebridades. Para escrever este livro inspirou-se na sua experiência na África enquanto foi produtora de televisão. Graças ao sucesso da obra, o Independent contratou-a para escrever uma coluna semanal de opinião. Para não se expor, Helen Fielding propôs ao jornal escrever em nome de Bridget Jones, uma personagem feminina que ela tinha criado para uma série cômica de televisão. Esta colunista fictícia, com “trinta e poucos anos”, tornou-se um grande êxito, passando a fazer parte da cultura popular britânica e inclusive criando termos que passaram a ser utilizados por muita gente.

Cause_Celeb_(Helen_Fielding_novel)Cause Celeb é um romance de Helen Fielding. Trata-se de alguns anos na vida de Rosie Richardson, que decide ir para a África depois que ela rompe com seu namorado, Oliver Marchant, um apresentador de TV. Mas depois de quatro anos de trabalho em Nambula, um país fictício na África do Norte, há uma fome que vem, e Rosie se volta para Oliver e seus amigos famosos para conseguir o alimento que eles precisam desesperadamente.

Wikipedia – Cause Celeb

Helen Fielding aceitou trabalhar como colunista para poder financiar um livro que pretendia escrever sobre os problemas econômicos das Caraíbas. No entanto, em 1996 mudou de ideia e escreveu, em quatro meses, um romance humorístico baseado nos artigos do Independent, o que chamou Bridget Jones’s Diary (O Diário de Bridget Jones). Com esta obra Fielding ganhou o prestigiado British Book Award.

O romance relata um ano na vida de Bridget Jones, uma mulher solteira, de trinta e poucos anos, que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Uma história aparentemente comum, mas narrada em estilo impecável e extrema sensibilidade. Numa demonstração de acuidade, a autora tira do cotidiano de uma balzaquiana a matéria-prima para um livro memorável. Bridget Jones é uma mulher que esta chegando em seus 30 anos de idade, e esta paranoica  porque não tem namorado, é fumante, alcoólatra e quer perder peso. No início do livro – que é escrito realmente em forma de diário – Bridget faz várias promessas do que não fará mais e do que deverá fazem nesse novo ano que iniciou.
São promessas difíceis de ser cumpridas, e um dos itens é não se envolver com seu chefe, Daniel Cleaver, claro que assim como suas outras promessas, ela não consegue cumprir. Levando ela e seu chefe a um romance que acabará em maus lençóis e a alguns quilos a mais na balança.
No início do livro somos apresentados a um homem totalmente diferente do chefe de Jones, Mark Darcy, um advogado bem sucedido, filho de amigos do pai de Bridge, um homem que quando criança brincava com ela em uma piscina de plástico. Justamente em seu primeiro encontro – uniram as famílias para a virada do ano – Jones vê ele após anos e o homem não esta em seus melhores trajes, fazendo com que Bridge nem tenha interesse nele. Claro que todos os livros devem ter algum romance que tenha resultado positivo no futuro, e o suposto advogado rico e com roupas estranhas poderá ser o salvador de Bridge Jones no final de seu ano.O Diário de Bridge Jones é um chick lit de boa qualidade. A protagonista é uma mulher que quase sempre escolhe o lado errado da situação, sempre se metendo em confusões. Cheia de paranoias, contribui para o bom humor da história.
A autora escreve muito bem, a edição do livro é muito legal – no início de cada página tem a data do dia e ela conta quantos quilos esta, quando maços de cigarro fumou – e eu achei a história adorável, um livro para ler em uma tarde, nos tirar do tédio […] não é um livro que ensinará algo, porque eu não consegui aprender nada com ele, mas é excelente para nos roubar risadas. Indico a todos!
Título original: Bridget Jones’s Diary
Tradutor: Beatriz Horta
Editora: Record
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Dois anos mais tarde, Helen Fielding escreveu a continuação da obra, Bridget Jones: The Edge of Reason (Bridget Jones: a idade da razão).

Ambos os livros foram adaptados com sucesso para o cinema. O primeiro filme estreou em 2001, sob a direção de Sharon Maguire (amigo de Helen Fielding), com a atriz norte-americana Renée Zellweger interpretando Bridget Jones, Colin Firth no papel de Mark Darcy e Hugh Grant como Cleaver. O segundo estreou em 2004 e contou com a realização de Beeban Kidron e os mesmos  atores.

Em 2013 foi lançado o livro Bridget Jones Mad about the boy (Bridget Jones louca pelo garoto), com a morte de Mr. Darcy decepcionando muitos fãs. Mas Bridget continua na sua louca vida, além de tudo, sendo mãe. Eu não li o livro, por isso não posso resenhar. Mas já tenho a resenha dele de outro blog. Você pode ver aqui.

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Fonte da pequena biografia em português:

Helen Fielding. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$helen-fielding>.

 

 

 

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.