Estancias (Emily Brontë)

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Já me reprovaram e volto sempre

Aos primeiros sentimentos que nasceram comigo;

Deixo de correr atrás do ouro e do conhecimento,

Para sonhar apenas com maravilhas impossíveis.

 

Mas hoje,

Não descerei mais ao império das sombras;

Tenho medo da sua frágil e decepcionante imensidão,

E meu sonho povoado com legiões inumeráveis,

Torna esse mundo sem forma estranhamente próximo.

 

Caminharei,

E ficarão para trás as antigas veredas do heroísmo,

E os caminhos já exaustos da moralidade,

E o imprevisto aglomerado de faces obscuras,

Ídolos em bruma de um passado já longínquo.

 

Caminharei,

Onde só agradar a minha alma caminhar,

(Não posso suportar a escolha de outro guia)

Onde os rebanhos se acinzentam no verde das campinas,

Onde o vento alucinado vergasta o flanco das montanhas.

 

Que pode revelar a montanha solitária?

Nada exprime sua glória e sua dor.

Minha alma dormia, quando a terra despertou,

E o círculo do Céu ao círculo do Inferno

Confundindo-se à Terra deram nascimento.

 

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O Vento da Noite
Tradução de Lúcio Cardoso
Livraria José Olímpio Editora
Ano: 1944

 

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.

  • Maribook

    O que dizer? Além de maravilhoso!