Eliza Haywood

Eliza Haywood, por George Vertue, 1725.

Eliza Haywood, por George Vertue, 1725.

Eliza Haywood (1693-25 de fevereiro 1756), nascida Elizabeth Fowler, foi uma escritora, atriz e jornalista. Desde 1980, as obras literárias de Eliza Haywood vêm ganhando reconhecimento e interesse. Descrita como “prolífica mesmo pelos padrões de uma época prolífica”, Haywood escreveu e publicou mais de setenta obras durante sua vida, incluindo ficção, drama, traduções, poesia literatura e dirigiu periódicos. Haywood é uma das figuras mais importantes do século 18, como um dos fundadores do romance em inglês.

A carreira de Haywood começou em 1719 com as duas primeiras partes de  Love in Excess or The Fatal Enquiry. O romance se tornou um dos primeiros exemplos do romance na história da literatura impressa inglesa. Chamado de “Amatory Fiction”* estes primeiros “bodice-rippers”* foram escritos principalmente para as mulheres, em grande parte por autoras como Haywood. Os outros dois doyennes principais do gênero, Aphra Behn (1640-1689) e Delarivier Manley (1663-1724), foram relacionadas com o nome de Haywood e consideradas “Fair Triumvirate of Wit”*, no auge de sua fama. A maioria da amatory fiction baseou-se numa fórmula que envolvia uma jovem mulher ingênua enganada por um malandro bonito e  o amor romântico  geralmente só trazia sofrimento para a ela.

Literartura

A prolífica  ficção de Eliza Haywood se desenvolve a partir da amatory fiction: durante a década de 1720, suas obras focavam mais a posição e o direito da mulher;  nos romances da metade da carreira de Eliza, as mulheres foram trancadas, atormentadas e sitiadas por homens dominadores; nos romances posteriores, de 1740 a 1750, no entanto, o casamento era visto como uma situação positiva entre homens e mulheres. Devido à economia de publicação no século 18, suas novelas, muitas vezes tinham vários volumes. Os autores eram pagos apenas uma vez por um livro e não recebiam royalties, um segundo volume significava um segundo pagamento.

Love in Excess or The Fatal Enquiry (1719-1720), foi uma obra popular por mais de uma década, e foi reeditado seis vezes. Seu protagonista é o Conde D’Elmont, que se casa com uma mulher de espírito independente chamada Alovisa; ela suspeita que ele cometa adultério com Melliora, uma jovem de quem ele é tutor. O conde mata sua mulher por acidente, e foge para a Itália; Melliora, entretanto, esconde-se em um convento, envergonhada de sua parte inconsciente no escândalo. Mas o Conde anseia por ela, e através de uma série de aventuras eles se reencontram. O romance foi “energicamente escrito, cheio de incidentes, quente, com a linguagem da paixão, sem dúvida, mas nunca abertamente-erótico”, observou Beasley.

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Joseph Highmore

Idalia; or The Unfortunate Mistress (1723) é dividido em três partes. Na primeira, Idalia é apresentada como uma veneziana orfã de mãe, uma maravilhosa jovem aristocrata cujas variadas aventuras amorosas a levam a viagens pela Itália. Já em Veneza, ela é procurada por inúmeros pretendentes, entre eles Florez, a quem seu pai proíbe a relação. Um pretendente, que é amigo de Florez, D.Fernand, renuncia a Idalia, mas a vaidade dela é aguçada com a perda de um adorador, mesmo um único, e   perversamente  ela continua a se corresponder com ele. E ele acaba sendo sua ruína.

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Jean Francois de Troy, 1724

Fantomina, ou Love in a Maze, publicado em 1724 é a história de repetidas seduções: Fantomina disfarça-se como uma menina, a viúva de um servo, e outros tipos, a fim de atrair um homem chamado Beauplaisir. “Como Fantomina muda de caráter, ela modifica seu comportamento para se alinhar com as suas expectativas”, explicou Emily Hodgson Anderson em Eighteenth Century: Theory and Interpretation. “O resultado de suas ações é que, enquanto Beauplaisir seduz noite após noite o mesmo corpo, ele está convencido de que conquistou quatro mulheres diferentes.

 Joseph Highmore, 1692-1780

Joseph Highmore, 1692-1780

The Adventures of Eovaii (1736) foi também intitulado The Unfortunate Princess (1741). É uma sátira ao primeiro ministro Robert Walpole, contada através de uma espécie de conto de fadas oriental.

The Anti-Pamela; or Feign’d Innocence Detected (1741) é uma resposta satírica ao escritor Samuel Richardson e seu romance Pamela, ou a Virtude recompensada (1740). Ela faz graça com a idéia de uma barganha da virgindade por um lugar na sociedade. O escritor contemporâneo Henry Fielding também respondeu ao romance de Richardson, Pamela, com a sua Shamela Andrews (1741).

Anti-Pamela

Anti-Pamela

The_History_of_Miss_Betsy_Thoughtless_In_Four_Volumes_v3_1000278378A História de Miss Betsy Thoughtless (1751), Betsy deixa seu marido abusivo e vai ter novas experiências por um tempo antes de decidir casar novamente. Escrito alguns anos antes de seus livros serem publicados,  o romance contém conselhos sobre o casamento sob a forma de ironias de Lady Trusty. Betsy Thoughtless representa uma mudança importante no romance do século 18. Ele retrata uma mulher mais inteligente e de temperamento forte, que cede as pressões da sociedade em relação ao casamento. De acordo com Backsheider, Betsy Thoughtless é uma novela do casamento, ao invés do popular romance de namoro e, assim, prefigura o tipo de novela nacional que culminaria no século 19, como Jane Eyre de Charlotte Brontë.

Joseph Highmore (1692‑1780)

Joseph Highmore (1692‑1780)

Em vez de se preocupar com a atração de um parceiro assim, Betsy Thoughtless está preocupada com casar bem e essa heroína descobre que o  papel das mulheres no casamento pode ser gratificante.  Sua protagonista é inteligente e retratada como um tipo de bom coração. A história gira em torno das situações embaraçosas que ela cria na sua entrada para a sociedade. Ela repele seus admiradores, mas se apaixona por um homem chamado Trueworth. As circunstâncias a obrigam a se casar com outro e dessa união Betsy é infeliz; seu  marido considera a esposa não mais do que um servo, obrigada a obedecer em todas as coisas a vontade daquele a quem ela havia dada a sua mão. Anos mais tarde, Betsy foge do casamento e, felizmente, se reúne com Trueworth viúvo, e seu casamento é retratado como uma realização de dois sábios, maduros, parceiros ideais um para o outro.

Quem é Pamela?

Pamela ou a virtude recompensada

bea1acc9646646bf90ff0926b5121502Pamela, ou a virtude recompensada é um romance epistolar de Samuel Richardson, publicado pela primeira vez em 1740. Conta a história de uma bela, mas pobre serva de 15 anos chamada Pamela Andrews, cujo mestre, o Sr. B, um nobre, faz avanços não desejados em relação a ela após a morte de sua mãe, de quem Pamela era criada desde os doze anos. Mr. B é apaixonado por ela, em primeiro lugar por sua aparência e, em seguida, sua inocência e inteligência, mas sua nobreza o impede de propor-lhe casamento. Ele a sequestra, tranca-a em uma de suas fazendas e tenta seduzi-la e estuprá-la. Ela o rejeita continuamente se recusando a ser sua amante, mas ela percebe que está se apaixonando por ele. Ela escreve cartas para seus pais todos os dias e ele intercepta e lê as cartas  e se torna ainda mais apaixonado por sua inocência, inteligência e suas tentativas contínuas de escapar. Sua virtude é recompensada quando ele finalmente mostra sua sinceridade, propondo uma união a ela como sua esposa legal. Na segunda parte do romance, Pamela tenta acomodar-se a alta sociedade e construir um bom relacionamento com ele. A história foi um best-seller de sua época.

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 * As três mais importantes escritoras do gênero Amatory Fiction foram Eliza Haywood, Delarivier Manley e Aphra Behn (precussoras do genero Romance). Juntas, essas escritoras eram conhecidos como o Fair Triumvirate of Wit, apesar da reputação de escrita escandalosa levar alguns a chamá-las de “naughty triumvirate”. (http://en.wikipedia.org/wiki/Amatory_fiction)

*O termo “bodice-rippers” foi cunhado para a cena arquetípica em um romance histórico, quando o homem apaixonadamente rasga o corpete do vestido de sua dama, em seu primeiro momento romântico. (http://pt.77arts.com/)
E ainda ” Uma novela romântica que contenha cenas em que a heroína é violada sexualmente. Bodice: corpete, parte de cima do vestido. Ripper: estripador; pessoa que rasga.(http://pt.w3dictionary.org

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Eliza_Haywood
http://www.notablebiographies.com
http://www.amazon.com/

 

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.