Catherine-Anne Hubback

Breve Biografia

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Catherine-Anne Hubback  nasceu em Chawton House em Hampshire, em 7 de julho de 1818, foi o oitavo filho e a quarta filha de (Sir) Francis Austen (1774-1865), um dos irmãos de Jane Austen, um oficial naval de sucesso que se tornou almirante da frota. Sua primeira esposa, Mary Gibson, lhe deu onze filhos. Cinco anos após sua morte, em 1823, casou-se com Martha Lloyd, que há muito tempo vivia com a velha senhora Austen e sua filha mais velha (a mãe de Jane e Cassandra).

Cassandra, irmã de Jane Austen, era um visitante frequente, introduzindo as crianças de Frank nos escritos de sua tia Jane, a história de sua vida, e também os seus escritos não publicados. Em Jane Austen; her Life and Letters, a Family Record, publicado pela primeira vez em 1913, William Austen-Leigh e Richard Arthur Austen-Leigh confirmaram que Cassandra não apenas lia romances de Jane Austen em voz alta para as filhas de Frank: Cassy-Eliza, Catherine-Anne e Fanny-Sophia Austen, que ainda estavam em casa no momento de suas visitas, mas que ela também levou com ela os manuscritos sem título do que vieram a ser conhecidos como The Watsons e Sanditon. Catherine, aparentemente, fez cópias para si mesma, uma das quais, mais tarde, ela usou para escrever a primeira continuação dos romances de Jane Austen: The Younger Sister, publicado em 1850.

Em 1842, Catherine se casou com o advogado John Hubback. Eles tiveram três filhos, mas em 1847 seu marido sofreu um colapso mental e após três anos de espera decepcionante por sua recuperação, ele foi internado em uma instituição, e consequentemente, Catherine voltou para a casa de seus pais. A fim de sustentar a si e seus três filhos, ela começou a escrever ficção. Após seu segundo filho ter deixado a Inglaterra em busca de fortuna na Califórnia, ela emigrou para a América em 1870. Suas cartas de Oakland para sua família são mantidas na Biblioteca Bodleian e têm sido objeto de pesquisas recentes. Catherine Hubback morreu de pneumonia com 59 anos, em 25 de fevereiro de 1877, na Virgínia, EUA, onde ela vivia com seu filho Charles.

As cartas de Catherine foram publicadas pela Bodleian Library, University of Oxford em 15 de novembro de 2010.

An Englishwoman in California 

Sinopse: www.goodreads.com

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Em cartas a seu filho mais velho, John e sua esposa Maria, em Liverpool, Catherine transmite sua alegria – e exasperação – em seu novo ambiente. Ela retrata os vizinhos com humor irônico do romancista e traz a sensibilidade inglesa para suportar a jardinagem com plantas desconhecidas e manter um guarda-roupa adequado em um clima seco. Ela escreve vividamente as suas aventuras… Em uma atmosfera de instabilidade financeira, ela escreve livremente de suas ansiedades, enquanto complementa a diminuição do rendimento de Edward, fazendo rendas e ensinando o ofício para outras mulheres. Ela se lembra de seus dias prósperos na Inglaterra, mas encontra prazer nas pequenas coisas e, seguramente, toma seu lugar em uma sociedade marcada por grandes disparidades de riqueza. Além das transcrições das cartas, esta edição oferece informações pertinentes sobre muitas das pessoas e lugares mencionados, notas explicativas, e ilustrações marcantes. A introdução coloca as cartas no contexto e conta a história de Catherine Hubback, cuja vida evoluiu de forma sem precedentes na família Austen.

The Younger Sister é o primeiro de uma infinidade de continuações e conclusões dos romances de Austen, é mais fiel e mais ambicioso do que os escritos mais tardios. Entre 1850 e 1863, Catherine Hubback publicou nove romances, entre eles  Malvern (1851), The Rival Suitors (1856),The Mistakes of a Life (1856) The Wife’s Sister e Agnes Milbourne, o dilema de uma jovem sobre as reivindicações conflitantes da Igreja Episcopal e a Igreja Presbiteriana. Seus romances são agora pouco lidos e difíceis de obter.

Apesar de ter nascido depois da morte de Jane Austen, Catherine contribuiu muito para a perpetuação da história da família. Enquanto The Younger Sister, como uma continuação do trabalho de interpretação de sua tia, foi indevidamente negligenciado, ela tem sido chamada de “um dos canais ao longo do qual a informação biográfica [sobre Jane Austen] foi transmitida” (Austen-Leigh, 235). Um de seus filhos, John Henry Hubback (1844-1939), escreveu juntamente com sua filha Edith Charlotte (mais tarde Sra. Francis Brown) uma biografia de Jane Austen Sailor Brothers, do seu próprio avô, Sir Francis Austen, e o irmão mais novo dele, Charles. Edith (Hubback) Brown passou a escrever outra continuação de The Watsons – curiosamente, sem estar consciente da versão publicada por sua avó, Catherine Hubback. No prefácio de sua conclusão de 1928, ela só menciona ter descoberto um manuscrito do romance de Catherine Hubback. Edith Brown (a neta da sobrinha de Jane Austen) fez mais continuações dos romances de Austen: Margaret Dashwood; or Interference, publicado em 1929, e Susan Price; or Resolution, publicado em 1930, pode-se dizer que ela desencadeou o fenômeno Austen-sequel.

The Younger Sister

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A primeira Austen-sequel foi de Catherine, The Younger Sister, em três volumes, é a continuação de The Watson.

The Younger Sister foi o primeiro de dez romances que Catherine Hubback escreveu quando seus filhos cresceram; ela alcançou o sucesso modesto como o de um rebanho de senhoras romancistas vitorianas, cujo trabalho era amado pelos leitores comuns, desdenhado por críticos e esquecido pela posteridade.

A melhor do livro começa no volume II, quando as irmãs Watson, órfãs, vão morar com a família de seu irmão em Croydon e Hubback abandona alguns dos personagens de Austen em favor de uma série de novos, incluindo um viúvo de olho na irmã mais velha de Emma, Elizabeth.

Inevitavelmente, Hubback não era Jane Austen. A qualidade da sua escrita é, por vezes, desigual, e ela não tem o dom de sua tia para contar histórias. O livro de Hubback descamba periodicamente para baixo em passagens descritivas alongados ou análise desnecessariamente detalhada dos pensamentos e sentimentos dos personagens.

Ainda assim, o livro está longe de ser maçante, e talvez por causa de sua própria experiência de vida amarga, ela consegue capturar algo do desespero sombrio que é a tônica do fragmento de Austen. Para os leitores que sabem alguma coisa da própria luta de Hubback, é difícil não se comover com passagens como esta, descrevendo Emma Watson na sequência da morte de seu pai:

“Ela estava aprendendo a ver a vida, com seus deveres e provações, sob uma nova perspectiva; descobriu que o sofrimento não era uma circunstância acidental, como uma doença transitória, a ser curada e esquecida assim que possível; era a condição da vida em si mesma – a paz era a exceção – e ela havia desfrutado de seu quinhão; de agora em diante, deve aguardar a provação e a resistência, deve lutar como milhões lutaram antes dela, e aprender a desenvolver o contentamento não das circunstâncias, mas da mansidão de espírito.” (Tradução: Márcio Rodrigues)

É gratificante saber que Hubback aparentemente encontrou um pouco de felicidade quando ela se mudou, na casa dos cinquenta, para o norte da Califórnia. De sua casa em Oakland, ela viajou extensivamente por todo o estado, escrevendo cartas informativas para a família.

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Fontes:

http://www.victorianweb.org
http://orlando.cambridge.org
http://www.deborahyaffe.com
http://www.amazon.com
 (livros de Cathrine-Anne Hubback disponíveis)

┼Ψ╬† sσnia ┼Ψ╬┼

Gosto de tudo da Inglaterra: literatura, filmes, séries, sitcons, sotaque, educação, polidez, costumes, parques, praças, arquitetura… Tudo! Fui Influenciada pela literatura inglesa que eu li avidamente. Morar lá é o meu objetivo de vida.