21 razões pelas quais Jane Eyre é a heroína literária mais revolucionária de todos os tempos | Semana Charlotte Brontë

anigif_enhanced-21805-1398095358-23

  1. Charlotte Brontë “rejeitou a convenção da bela heroína” e quis escrever uma protagonista mais real.

Enquanto ela escrevia o romance, ela afirmou:

“Vou lhe mostrar uma heroína tão simples e tão pequena quanto eu mesma.”

  1. Jane Eyre também foi um dos primeiros romances a ser narrado pela perspectiva de uma criança enquanto ainda era criança.

E, então, mostrou como aquelas experiências moldaram a vida de uma pessoa adulta.

  1. Jane tratou sobre os obstáculos que seu gênero enfrentava e os desafiou ativamente.

“Espera-se que as mulheres sejam muito calmas geralmente: mas mulheres sentem tanto quanto homens sentem; elas precisam exercitar suas faculdades e fazer esforços tanto quanto seus irmãos precisam; elas sofrem com rígidas barreiras, com uma estagnação absoluta, precisamente como homens sofreriam e é um preconceito enorme das mentes de nossas colegas mais privilegiadas dizer que elas devem se limitar a fazer pudins e meias de tricô, tocar piano e bordar bolsas.”

4.Ela também entendia a importância da amizade e da lealdade e ficou do lado de Helen Burns mesmo quando significava que ela também seria punida.

“Se o mundo todo lhe odiasse e provasse que é má enquanto sua própria consciência lhe aprova e lhe absolve da culpa, você não ficaria sem amigos”.

    1. Porque ela era pobre e não era ligada às convenções sociais. Jane procurou por algo mais na vida.

anigif_enhanced-32716-1398091694-1

“Eu sempre preferiria ser feliz do que respeitada.”

  1. E ela evolucionou completamente seus princípios morais.

“Convenção não significa moralidade. Honradez não é uma religião.”

  1. Ela admitiu que tinha se apaixonado por Edward Fairfax apesar dos seus esforços para não o fazer.

“Eu não pretendia amá-lo; o autor sabe que eu trabalhei duro para extirpar minha alma dos germes do amor que haviam sido detectados. E, agora, à primeira vista renovada dele, eles chegaram verdes e fortes! Ele me fez amá-lo sem sequer olhar para mim.”

  1. Mas ela também o amou porque ela viu o quanto ele a amava pela alma dela.

anigif_enhanced-4985-1398095903-8

“Ele foi o primeiro a me reconhecer e a amar o que ele viu.”

  1. Ela mostrou que mulheres poderiam ser vulneráveis.

“Chorar não indica fraqueza em alguém. Desde o nascimento, sempre foi um sinal de que se estava vivo.”

  1. E que era normal lidar com pensamentos depressivos e não havia nenhuma vergonha em se sentir triste.

“Eu não podia evitar; a ansiedade estava em minha natureza e me levava a dor às vezes.”

  1. Apesar de seu autorrespeito, ela também podia expressar sentimentos de autoconsciência ao considerar sua aparência.

“Escute, então, Jane Eyre, à sua sentença: amanhã, coloque os óculos e desenhe seu próprio retrato, fielmente, sem disfarçar qualquer defeito, sem omitir qualquer traço rígido ou suavizar qualquer irregularidade desagradável. Escreva sob ele “Retrato de uma Governanta desconectada, pobre e simples.”

  1. E ela era honesta sobre seus sentimentos, mesmo em seus momentos mais baixos na história.

“O feitiço que eu havia suportado até então começou a se dissolver; a reação tomou lugar e, logo, tão esmagadora era a dor que tomou conta de mim que eu prostrei meu rosto no chão. Agora eu chorava: nada me sustentava, abandonei a mim mesma e minhas lágrimas regavam os quadros. Agora, aqui eu me repouso novamente, esmagada e pisada. Poderia eu erguer-me mais?”

  1. Ela não tinha medo de amar, mesmo quando ela fez tudo para esconder isso.

anigif_enhanced-19306-1398094574-7

“É loucura as mulheres permitirem um amor secreto crescer dentro delas, o qual, não sendo correspondido e desconhecido, deve devorar a vida que o alimenta.”

  1. Ela era totalmente ciente de sua sexualidade de uma forma super avançada para a época.

“Então eu me levantei em minha cama descoberta, tremendo. E, então, a calma e sombria noite testemunhou a convulsão de desespero e ouviu a explosão da paixão. Por volta das nove horas da manhã seguinte eu estava, pontualmente, abrindo a escola. Tranquila, segura e preparada para as tarefas do dia.”

  1. Mas, apesar de tentar ser reservada, ela, eventualmente, defendeu seus sentimentos por Rochester com um dos melhores monólogos de todos os tempos.

“E se Deus tivesse me presenteado com alguma beleza e muita riqueza, eu teria feito com que fosse difícil para você me deixar tanto quanto é difícil para mim deixar você. Não estou falando com você agora de acordo com os costumes e convenções, nem mesmo como um ser mortal: é o meu espírito que fala com o seu espírito, assim como se nós dois tivéssemos passado pelo túmulo e estivéssemos diante dos pés de Deus, iguais… como somos!”

  1. Ela também flertava encantadoramente com Edward (enquanto também projetava a si mesma).

“Jane, você entende que eu a quero? Apenas prometa… eu serei sua, Mr. Rochester.”

“Mr. Rochester, eu não serei sua.”

  1. E ela se recusou a deixar que ele a tratasse como se ela fosse inferior só por causa de sua condição social.

“Eu não acredito, sir, que o senhor tenha qualquer direito de me comandar meramente porque é mais velho do que eu ou porque o senhor conhece mais o mundo do que eu. A sua pretensão de superioridade depende do uso que o senhor tem feito do seu tempo e da sua experiência.”

  1. Mesmo quando ela tinha sentimentos por Rochester, ela ainda estava determinada a sempre ser honesta consigo mesma.

anigif_enhanced-21803-1398094452-7

“Eu não sou um anjo”, eu disse; “e não serei um até o dia que eu morrer: Serei eu mesma. Mr. Rochester, o senhor não precisa nem esperar ou procurar qualquer coisa celestial em mim… porque não conseguirá nada disso em mim como também não conseguirei nada disso em você: o que eu não espero de modo algum.”

  1. Ela aprendeu a valorizar estar sozinha para que então ela verdadeiramente se conhecesse e soubesse o que queria.

“Eu posso viver sozinha se o autorrespeito e as circunstâncias exigirem que eu esteja. Não preciso vender a minha alma para comprar bênçãos. Eu tenho um tesouro interior que nasceu comigo, que pode me manter viva se todos os estranhos prazeres precisarem ser suspensos ou oferecidos a um preço que não posso me dar ao luxo de dar.”

  1. E quando ela descobriu o segredo de Rochester, ela foi embora sozinha antes de retornar para ele no final.

“Eu me importo comigo. Quanto mais solitária, quanto mais sem amigos, quanto mais insustentável eu estou, mais eu me respeitarei.”

  1. Ela possui várias camadas como uma mulher e definiu um novo padrão de heroínas literárias fortes.

anigif_enhanced-8146-1398094021-3

“Eu não sou nenhum pássaro e nenhuma rede me prende: Eu sou um ser humano livre com uma vontade independente.”

admin-ajax

Fonte: http://www.buzzfeed.com

Enza G. Said

Capixaba, acadêmica de Direito, amo a cultura inglesa, mas sonho em morar no sul da França. Sou apaixonada por música clássica, chá, cheiro de chuva e filmes antigos; passo horas relendo trechos dos meus livros favoritos e toco piano nas horas vagas. Contato: enzasaid@gmail.com

  • Cinthia Barbosa

    Que incrível!! O Romance e esta lista! Esse é um livro para ser lido muitas vezes, tanta coisa para aprender e tirar dele! Parabéns

  • Eu acho que essa citação é de alguma carta da Charlotte, porque não consigo me lembrar dela em “Jane Eyre”!
    ““Chorar não indica fraqueza em alguém. Desde o nascimento, sempre foi um sinal de que se estava vivo.”

    Jane é uma personagem incrível. Adoro esse trecho em particular:
    “Eu me preocupo comigo. Quanto mais solitária, quanto mais sem amigos, quanto mais sem apoio eu estiver, mais deverei respeitar a mim mesma. Vou manter a lei dada por Deus, sancionada pelo homem. Vou me apegar aos princípios recebidos por mim quando estava sã e não louca – como estou agora. Leis e princípios não são para tempos em que não há tentação: são para momentos como este, quando o corpo e a alma se amotinam contra o seu rigor; e por mais rigorosos que sejam, não deverão ser violados. Se eu, por minha conveniência individual, quebrá-los, qual poderia ser o seu valor? Eles têm um valor – sempre acreditei nisso; e se não posso acreditar agora é porque estou louca – muito louca, com fogo correndo em minhas veias e meu coração batendo tão depressa que não consigo contar suas pulsações. Opiniões preconcebidas, determinações prévias, são tudo o que tenho para me apoiar; nelas planto meus pés.”

    Beijos!